13.12.09

Das questões existenciais

Quem sou eu, mesmo?” “Que blog e esse?“O que querem encontrar aqui?

De vez em quando eu dou uma passeada no Statcounter pra ver quem andou por aqui, avaliar as estatísticas, os posts mais lidos, essas coisas. Mas é só por curiosidade, já que eu não lucro absolutamente nada (em $$$) com a frequência diária nesta bagaça neste blog. E mesmo o Feedjit, que mostra os acessos em tempo real, não é todo dia que reparo. Já escrevi sobre as buscas bizarras, na série “Chegaram aqui procurando…”  e dei risada com isso. Mas tem algo que está me incomodando.

Há um bom tempo atrás, na verdade, no Natal de 2005, escrevi um famigerado post intitulado “Quem sou eu?” , onde eu utilizava os títulos das [350 – Vixe!!!] comunidades do orkut que eu participava, para me descrever. Foi um texto bem legal, que deu um trabalho filadamãe pra escrever, e que é disparado o mais visitado, via Pai Google. Pôxa, eu escrevo sobre um monte de coisas, e um texto de 2005 sobre a coisa mais besta do mundo - “Quem sou eu?” é o mais lido! E – pior – ele não serve pra mais ninguém, porque são eram as MINHAS comunidades.

Tá, quem sou eu não é a coisa mais besta do mundo, e exatamente por isso eu escrevo um monte sobre isso, basta olhar a tag Eu por Mim, com 116 posts – com este, 117. Eu sei quem eu sou, e escrevo pra dizer aos outros quem eu sou. Nunca que eu ia procurar um texto alheio que respondesse a essa questão.

Mas será possível que as pessoas não possam se descrever de alguma maneira que não seja necessário procurar no Pai Google um texto pronto? E já se vão 4 anos quase completos, o orkut já bombou, já saiu de moda, já apareceram 1488 redes sociais diferentes, voltadas para as mais diversar necessidades… e continua a pesquisa “textos de quem sou eu para por no orkut”  e suas variantes ainda mais toscas: “o que escrever no quem sou eu do orkut”, “mensagens para orkut quem sou eu”, e o absurdo “quem sou eu para fakes”.

Este blog nunca se propôs a ser temático, a não ser que a minha vida seja um bom tema. Aqui se lê sobre tudo, de livros e filmes a fotografia e poesia, em se falando de coisa séria. Mas também se lê sobre as agruras acadêmicas, carências de mãe, declarações explícitas de amor e paixão, TPM, DDA e coisas que me afetam direta ou indiretamente, mas bastante pessoais. Lê-se sobre bobagens e sobre a blogosfera, tem rasgação de seda pra amigos, enfim, tem de tudo. E se Quer ler? Eu deixo! Mas pelamordedeus, se você quer saber quem é você, me deixa, procura um psicólogo, um terapeuta, faz análise, vai se olhar no espelho – da parede ou da alma – mas sei lá, não vem atrás de mim, que eu não sei quem é você!!!

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