29.12.09

Ecos de 2009 – Parte 2 – A Saúde [da família]

Ô ano que me consumiu, em matéria de saúde, foi esse 2009. Tô doida que ele acabe logo, e mais do que isso, que 2010 seja mais leve.

Desde junho que não paro com problemas sérios de saúde dos outros pra cuidar, descontando as minhas enxaquecas. Em junho o filhote fez uma cirurgia na coluna, corrigindo uma escoliose que já estava mais acentuada do que seria aceitável. O coração e um dos pulmões estavam sendo pressionados, e ele já desmaiava com um esforço físico mínimo, e a cirurgia era realmente indicada. Além do Dr. Ortopedista de Recife, levamos o garoto a outros dois, em Salvador, que indicaram a cirurgia como único caminho.

Depois de me convencer da necessidade explícita de operar, a batalha foi conseguir que o plano de saúde autorizasse não soemnte o procedimento, mas os mateiais: placas e parafusos de titânio, que custavam não somente os olhos da cara, mas os ouvidos, o nariz e a boca:

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          Clica, que aumenta!

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Depois de meses de agonia, finalmente a cirurgia aconteceu, e foi devidamente documentada e repartida com os leitores do blog. Graças a Deus foi tudo muito melhor do que o esperado, e apesar de ser difícil física e emocionalmente, o resultado valeu a pena. Ele se recuperou super bem, e mais do que tudo, foi um herói, sem reclamar, sem resmungar, mesmo com muita dor. Lembro que num dos posts que escrevi no hospital, enquanto ele sofria, a Intense lembrou de uma música, Quando a dor te corta:

Voltei de Recife e ele ficou lá ainda mais dois meses, até poder viajar e voltar pra casa. Aí… mal ele voltou, em agosto tive que enfrentar outra batalha, com a cirurgia de Mamis. Foi retirado um câncer de endométrio, que apesar de ser terrível por si só, ficava um tantinho pior pelo estado geral dela: 80 anos, cardiopata, e extremamente debilitada. Além de tudo o mais, ela NÃO QUERIA fazer a operação. Não sei se ela não entendia a gravidade da situação ou se era exatamente porque entendia que se negava. Então, a batalha começou em convencê-la a operar. Não daria pra escrever aqui, e durou dois anos inteiros.

Quando ela finalmente foi convencida de que precisava operar, a luta continuou, pois era em Salvador, e precisavam (ele e meu pai) ficar na casa de parentes, e por mais que você queira dizer que “parente é pra isso mesmo”, gente a mais em casa cansa e estressa. Eles ficaram primeiro na casa de um irmão de meu pai, depois na de uma sobrinha de minha mãe, que é médica e foi excepcional para ajeitar a parte clínica e burocrática da cirurgia, e depois ficaram na casa de outro irmão dele. Eu fiquei os dez dias depois da operação com ela, em plantão de 24h. Voltei só o pó da rabiola… e ainda deixei meu pai lá, às voltas com um câncer de pele, que literalmente explodiu no rosto, na semana da cirurgia de mamis. Aos meus olhos de leiga, foi uma somatização completa e absoluta  da situação toda. No dia que cheguei lá, estava só uma pontinha, como uma espinha machucada, no rosto. Quando vim embora estava enorme, e a cirurgia dele teve que ser feita de urgência. Ufa! Sei que isto aqui está ficando cansativo, já passou do tamanho aceitável de post… mas como estou escrevendo para registrar meu 2009… vocês vão passando por cima, e o xis vermelho tá ali mesmo pra quem não quiser ler poder fechar a página.

Eles voltaram no começo de dezembro. Ó nós no aeroporto:

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Ah, teve a queda que o filhote tomou aqui em casa, bateu a cabeça e… mais 3 dias de hospital, tomografia, agonias mil… mas disso eu já falei aqui.

Faltou falar da saúde de Mel, a yorkshire que também faz parte da família, e que teve uma infecção bacteriana no ouvido, que só descobrimos porque levamos à veterinária para ver uns caroços que apareceram nas mamas. Ai ai ai… a bichinha estava completamente surda, por isso não latia… e eu achando que a casa nova fez com que ela ficasse mais calma! A infecção foi tratada, mas os caroços ainda estão lá, esperando terminar de pagar os custos da primeira parte. Bléh.

Outros membros da família (tios, tias) também estão passando por situações difíceis… temos curtido umas boas horas de aflição.

E a minha saúde? Vontade de dizer que tá tudo lindo, tudo maravilhoso. Mas nem está. Já há algum tempo estou me sentindo exausta, cansada por tudo e por nada… fui ao Dr. Endócrino que pediu 1488 exames, que deram em nada: TUDO NORMAL. Ele achou que podia ser algo relacionado à reposição hormonal que eu ainda não faço, e pediu mais exames pra levar direto ao Dr. Ginecologista. Fiz, levei e… nada. TUDO NORMAL, só o colesterol que ainda está alto, mas estou comendo a ração humana e vai diminuir. Dr. Gineco mandou fazer mais exames, e vou pegar resultado amanhã.

Junto disso, tem meu dedo mindinho da mão esquerda, que está doendo de graça. Quero dizer, ele dói se for apertado, se bater em algum lugar ou se baterem nele, mas dói até de graça. Já fui num Ortopedista especialista em mãos, que disse que deve ser artose (!), mas pediu raio x e ultrassom do punho. Querem saber? Peguei resultado ontem, ainda não levei de volta ao médico, TUDO NORMAL na mão esquerda. Na direita, que não dói [quero dizer, dói, um pouco.]… uma “leve tenosinovite no túnel do carpo”. E o dedo mindinho continua doendo, e muito. Faço o que?

Já sei, peço a 2009 pra ir embora correndo, e 2010 chegar cheiiiinho de saúde. Porque de doença já deu.

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