22.12.09

Ecos de 2009 – Parte 4 – O Trabalho [Na UESC]

Já falei várias vezes sobre o trabalho – e a função que desempenho: Secretária de Colegiado, numa universidade pública. Contratada através de um concurso REDA, fui parar lá somente pela mão de Deus mesmo. Digo isso porque as vagas do concurso são específicas. Fiquei no Cadastro Reserva, e fui chamada quando uma pessoa melhor colocada do que eu desistiu. E era para trabalhar num outro setor, que só funciona em horário comercial. Estava tudo indo relativamente bem, até que… passei na seleção do Mestrado, e aí… como conciliar as duas coisas?

Fui conversar com a Coordenadora de RH, e ela foi curta e grossa: “Peça exoneração”. Era a única saída possível. Mas eu tenho uma maneira de pensar, que me diz pra não ter medo nem vergonha de pedir algo que eu acho que é viável. Não devo ter medo, porque o máximo que pode acontecer é não conseguir. E não devo ter vergonha porque “eu podia tá matando, eu podia tá róbando…” Enfim…

Fui lá e falei que queria continuar trabalhando, junto com os estudos do mestrado. Sem “padrinho”, nem “peixada”, simplesmente expliquei a situação e pedi. Não me peçam pra explicar como foi, o fato é que o RH me realocou no Colegiado de Ciências Sociais, onde eu trabalho das 14h às 22h. É um horário infame, eu sei, mas tinha que ser esse. As aulas do mestrado foram, em sua maioria, pela manhã, mas mesmo quando tinha aula no período da tarde, eu era liberada tranquilamente. O meu chefe imediato é super compreensivo e a chefe dele é professora no mestrado, e eram exatamente as aulas dela que eram à tarde. Então… além da facilidade de trabalhar e estudar no mesmo local, ainda trabalhei subordinada a uma das professoras, que pôde me compreender e ajudar nesse processo.

Mas o trabalho em si, apesar de não ser difícil ou pesado, é bem “nada a ver” comigo. Uma secretária precisaria ser mais organizada, menos desligada, e mais racional do que eu sou. Mas de um jeito ou de outro, estamos sobrevivendo, eu e o colegiado, nos entendendo aos poucos. A Secretária Geral tem me ajudado bastante, é muito atenciosa e responde às minhas dúvidas e questionamentos sem perder o bom humor. (Santa Ísis!)

O salário chega certinho, todo último dia útil do mês. [Pelo menos nisso o Governador trabalha direito.] Fiquei chateada com a burrada [chamarei assim] do setor pessoal, que quis me dizer que apesar de ter trabalhado o ano inteirinho só vou receber 13º referente a 7 meses, pois meu contrato foi renovado somente em junho. E eu posso ser educadinha, mas besta não sou. Então vão pagar a diferença junto com o salário de janeiro.

Ruim, ruim mesmo é o horário de voltar pra casa. O ônibus sai de lá às 22:10h, e meu ponto é o último, o que significa que vindo de ônibus, chego em casa quase meia-noite. Mas como não estou gastando com almoço, faço a transferência da receita para pagar a gasolina e vou de carro. Assim, em 20 minutos estou em casa! É fato que, mesmo de carro ainda chego em casa e encontro Marido dormindo… ou quase. [Essa parte do sono é problemática, mas vou tratar dela na Parte 2 da Retrospectiva, quando falar do amor e da vida a dois.]

Pois então, ao colocar na balança, tem mais coisas positivas do que negativas. E o contrato vai até junho de 2011. Espero antes disso já ter arrumado minha vida profissional para o que ela vai ser de verdade, porque um contrato de dois anos é bom, mas não é suficiente, né?

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