30.12.09

Ecos de 2009 – Parte 5 – O Trabalho [Fotografia]

Não posso negar que 2009 foi um ano BOM no que diz respeito ao trabalho com fotografia. É fato de que não foi uma grande quantidade de trabalho, mas aconteceu uma certa firmeza em mim. Em abril, Sua Majestade, a Nikon D40 foi sequestrada, e não retornou. Passei dois meses sem uma câmera de respeito, e em julho Marido comprou uma Nikon D60 pra por no lugar da outra [ainda estamos pagando…].

Foram vários casamentos, aniversários, formaturas, três grávidas e vários projetos fotográficos em andamento. O mais importante deles foi o que rendeu a exposição “Rio do Engenho: Festas, Saberes e Sabores”, que estreou no Museu da Gastronomia Baiana, no Pelourinho, em Salvador e depois já passou pela UESC, pela comunidade do Rio do Engenho e pelo Teatro Municipal de Ilhéus. Vocês não fazem idéia como é impressionante [tentei achar outra palavra, mas não consegui] ver exposto o fruto de meu olhar, cristalizado numa fotografia! É algo que não consigo encontrar palavras para descrever.

Quando voltei de Salvador, após termos arrumado a abertura da exposição, vim com uma certeza: Esse é o meu caminho. Quero fotografar e exibir as imagens. Não necessariamente quero fotografar por dinheiro. Quero, sim, fotografar. E quero, sim, ganhar dinheiro com isso. Mas não quero que seja algo condicionado ao gosto e necessidade de clientes.

“Ah, e como pode ser diferente?” é a pergunta óbvia. Pode ser diferente se eu conseguir encaixar meus projetos fotográficos – vindos da minha cabeça ou da cabeça de outras pessoas, mas com os quais eu concorde na essência – em editais que cubram os custos e paguem o trabalho. Editais de empresas privadas ou do governo em suas várias instâncias. Já estou procurando, e sei que vou conseguir coisas interessantes. [Se vocês encontrarem algo e lembrarem de mim, eu agradeço!]

Falo que não quero ficar condicionada aos desejos e motivações dos clientes porque muitas vezes aquilo que vai render dinheiro é algo extremamente cansativo e sem graça ou até mesmo impossível. Por exemplo: Fazer um book de uma criatura que se acha a 9a. maravilha do mundo, mas é feia como a fome e não tem um pingo de flexibilidade para ser modelo. Mas a dita cuja PAGA, então… eu TENHO que fazer. E se ela não gostar do resultado? E se achar que ficou feia (“ficou”, viu?)?

Isso é tão estranho… e tão difícil de administrar… Por isso é que quero focar em coisas que atendam às minhas necessidades, intenções e motivações para fotografar. Tenho vários projetos fotográficos pensados, preciso “apenas” conseguir meios para que eles sejam executados e assim gerar além de satisfação e realização pessoal, também renda.

O finalzinho de 2009 me trouxe muito trabalho, e consequentemente, me ajudou a arrumar as contas, zerar o cartão de crédito, e voltar a por os pés no chão sem agonia. Que 2010 chegue trazendo ainda mais alegria e prazer em fotografar!

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PS- Por incrível que pareça, este post vai sair sem fotos. É que está difícil escolher alguma… hahahahaha

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