26.12.09

Vi por aí #14

Felipe me mandou por e-mail o link de um texto que é da série Mas podia ter sido eu. Acho que todo fotógrafo se identifica com o Marco Moreira. O texto  Como enlouquecer um fotógrafo é perfeito para ser mandado por e-mail para os amigos folgados e sem simancol. Entre as lições de como enlouquecer um fotógrafo, as mais poderosas são:

6- Peça as fotos!
Em uma festa que ele esteja fotografando, interrompa-o e peça pra ele te mandar as fotos em que você saiu. Caso ele seja gentil e lhe peça um papel com endereço de e-mail, diga que não tem como anotar, então peça para ele mesmo anotar o seu e-mail. Lembre também que você PRECISA atualizar o seu orkut e facebook.
Se ele demorar um dia para mandar, cobre uma, duas, três vezes até vencê-lo pelo cansaço.

7- Créditos
Caso ele tenha feito as fotos pra você ou lhe mandou gentilmente as fotos depois daquele evento, nem precisa se preocupar com os créditos. Dar créditos só por causa da troca de um favor? Fala sério!. E ainda, se ele mandar as fotos com o crédito na foto, apague. Fica feio o nome de uma pessoa numa foto que você vai colocar no orkut.

9- Desvalorize
Quando você pedir um orçamento de um Job e ele cobrar o preço que eles normalmente cobram, diga a ele que está caro, que seu sobrinho também tem “câmera digital” e poderia fazer até de graça. Diga ainda que hoje é muito mais fácil, é só clicar e baixar as fotos, que não tem custo algum. Afinal de contas não é como antigamente, em que o fotógrafo tinha que gastar para ampliar e revelar o filme. Hoje é tudo digital, não custa nada. Sem falar que este job pode servir de “portfólio” para ele!

12- Pegue na câmera
Assim que ele tirar uma foto sua, puxe a câmera para ver como ficou a foto, como aqueles entrevistados que costumam pegar no microfone do repórter, manja?
Ou então se o fotógrafo te pedir para você tirar uma foto com a câmera dele, você pode fazer duas coisas que vai deixá-lo loco: Use aquela sua mão que está cheia de gordura da coxa do frango que você acabou de comer colocando o dedo preferencialmente na lente.
Outra dica é nunca usar a alça que evita a queda acidental do equipamento. Caso ele peça para você colocar a alça, diga que não precisa, que você é cuidadoso (a).

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O vídeo do Projeto LOVE do Starbucks Coffee, que mostra pessoas de 156 países cantando AO MESMO TEMPO, no dia 7 de dezembro de 2009. A cada view do vídeo no youtube a Starbucks faz uma doação para combater a AIDS e ajudar as vítimas do HIV na África. A música já é apaixonante. E o video… ficou belíssimo!!!

 

 

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A opinião de Alex Castro sobre o leitor Kindle. Morri de vontade de comprar um. Tenho maisdenãoseiquantos pdfs  e docs para ler, e para a minha dissertação seria uma mão na roda, já que  não pesa como o notebook, e as letras ficam em tamanho bom de leitura. Depois de pagar o Flash SB600 que acabei de comprar, esta será minha prioridade de consumo. E não adianta me dizer que eu preciso trocar o carro. Dinheiro pro carro eu não sei quando vou ter, mas pro Kindle… que é muuuuito menos… fica mais fácil!

Mas voltando ao Kindle e deixando de olhar para o meu umbigo, o post do Alex não é somente “a opinião dele”, não. É um FAQ perfeito e completo de leitores comuns e pobres como eu. E foi isso que me ganhou! Transcrevo aqui o trecho como “veredito final” dele:

Veredito final:
O Kindle é perfeito para DUAS coisas:
1) Livros que você lê por prazer, em uma leitura lenta e contínua, página por página, com começo, meio e fim. O aparelho é gostoso de ler, de segurar, a bateria dura, tudo de bom. Como a maioria das pessoas lê assim, acho que o Kindle resolve o problema de quase todo mundo.
2) Livros para pesquisa, que você precise tanto buscar por termos específicos da sua pesquisa como fazer muitas anotações e citar longos trechos.
Só quem está no meio acadêmico sabe o tempo que se perde passando os olhos por todas as páginas de um livro sem índice onomástico para encontrar as menções à Fulano. Ou o tempo que se perde redigitando todos os longos trechos que você vai citar no seu trabalho, ou todas as longas notas, em letrinha miúda, que você escreveu nas margens.
Com o Kindle esse trabalho some. É mágico. A busca te permite encontrar rapidamente os termos que você quer, e tudo o que você sublinhou ou anotou está disponível num arquivo txt que você baixa no seu computador.
O Kindle NÃO é bom para:
1) Folhear.
Existe uma troca bem clara: você ganha a opção de buscar mas perde a de folhear. Passar rapidamente as páginas do livro é chato, lento e dá dor-de-cabeça. Ou você lê direto ou você busca: pular daqui pra lá e de lá pra cá é proibitivamente cansativo.
Um exemplo: The Canterbury Tales, citado acima, apesar de a compra do livro ter sido um excelente exemplo da conveniência do Kindle, também é um exemplo perfeito do tipo de livro que eu NÃO deveria ter comprado no Kindle. Porque não é nem um livro (como um romance) que vou ler sequencialmente do começo ao fim, e nem é um livro que vou usar numa tese: pelo contrário, seria um livro que eu gostaria de folhear longamente, olhar um pouco de cada história, decidir se agora quero ler a história do Knight ou do Friar, etc. Para isso, o Kindle é um saco.
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A coisa mais irritante do Kindle: não dar pra criar pastas e subpastas pra organização dos livros. Sério. Depois de um certo número, fica muito chato de encontrar os livros lá dentro. Não pode ser tão difícil assim de criar!
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Enfim, eu gostei, estou apaixonado, recomendo. Mais perguntas, deixem nos comentários e eu respondo aqui. E não, infelizmente não, esse não é um post patrocinado e não vou receber nem um centavo da Amazon. Se gostaram, se o texto foi útil, considerem comprar um dos meus livros. Ou comprem alguma coisa no Submarino entrando aqui pelo blog e eu ganho uns caraminguás. A casa agradece.

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