29.1.10

Quem sou eu – Paráfrase do texto da Martha Medeiros

E para novamente as zilhões (1488 é pouco!) de buscas do Pai Google caírem aqui!

Quando não temos nada de prático nos atazanando a vida, a preocupação passa a ser existencial. Pouco importa de onde viemos e para onde vamos, mas quem somos é crucial descobrir.
A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui. – Martha Medeiros.

A partir daqui vai sem aspas, porque esta sou eu. A Martha foi a inspiração da estrutura, assim como a Mônica Montone foi a inspiração para este Manual que escrevi há um tempão (mas que continua valendo).

Eu


Eu sou verão, disparado. E ligeiramente primavera. Estações transitórias, às vezes as quatro no mesmo dia.

Sou Disney-Pixar. Sou Fernando Meirelles. Sou Leda Nagle. Sou Nelson Motta. Sou Chico e Caetano [influência de Marido]. Sou The Beatles. Sou Fernando Pessoa e Clarice Lispector. Sou Saramago. Sou música. Música. Música. Música boa.

Sou massas, picolés e água, os três alimentos que eu levaria para uma ilha deserta, mas não sou ilha deserta: sou metrópole à beira-mar.

Sou mentos e bala de canela. Sou coca-cola. Sou salada de frutas. Sou moqueca de camarão, aratu e siri. Sou caldo de sururu. Sou gordura de picanha no churrasco. Sou morango com creme de leite. Sou milkshake de ovomaltine do Bob’s. Não sou McDonalds. Sou cachorro-quente do Bicudo. Sou queijo coalho assado na praia. Sou água de côco. Sou côco batido. Sou cocoroska. Sou café. Sou chocolate quente. sou chocolate gelado. Sou chocolate meio amargo, crocante, branco e ao leite. Sou boliviano. Sou Surpresa de Uva.

Sou livros. Sou E-books. Sou discos, ainda que no computador. Sou Revistas. Sou Palavras Cruzadas no papel. Não sou mapas. Sou Internet. Sou twitter, blog, picasa, google. Sou Fotografia. Não sou Photoshop. Já fui muito tevê, hoje só um pouco Sky Música. Não sou Rádio. Rock, só balada. Cinema. Cinema. Cinema. Cinema brasileiro. Teatro.

Sou branca de preto [a roupa]. Sou branca de branco [o Marido]. Sou Colo-colo. Não sou Vasco. Sou cabelo liso. Sou jeans. Estou quase sendo vestido. Sou balaio de saldos. Sou loja de departamentos. Sou livraria. Sou papelaria. Sou ventilador de teto. Sou janela aberta. Sou ar-condicionado. Sou elevador. Não sou escada. Sou avião. Sou carro. Sou bicicleta. Não sou à pé.

Sou notebook e desktop. Sou pendrive e HD externo. Sou wireless. Sou PC mas ainda quero ser Mac. Sou futuro. Sou presente. Sou fruto do passado.

Sou casa clean, não sou decoração. Sou luz direta. Sou banho quente, bem quente e frio, bem frio. Não sou morno. Sou Óleo Ekos Buriti e Andiroba da Natura. Sou xampu transparente. Não sou condicionador. Não sou musculação. Sou Yoga. Sou Pilates. Sou fisioterapia. Sou dor de coluna. Sou mar. Sou areia. Sou piscina. Sou grama. Sou Ilhéus. Salvador. Quero ser muito mais.

Sou barba bem feita. Sou cheiro gostoso de corpo limpo. Sou delicadeza. Sou bom humor. Sou coerência. Sou honestidade. Sou verdade e sinceridade. Sou romantismo. Sou beijo. Sou abraço. Sou carinho toda hora. Sou aconchego.

Sou Sertralina e Eutyrox todo dia. Sou Dorflex dia sim… outro também. Sou travesseiro molinho. Sou lençol macio. Já fui edredon.

Sou mais cama que mesa, mais noite que dia, mais flor que fruta, mais doce que salgado, mais por-do-sol que amanhecer, mais música que silêncio, mais decote que fenda, mais pizza que banquete, mais coca que vinho. Sou esmalte nude e vermelho. Sou cara lavada. Sou batom cor-de-boca. Sou sobrancelha feita. Sou cabelo pintado. Não sou Gisele. Sou sonho e realidade. Sou eu mesma.

Agora é sua vez.

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