10.6.10

Repercussão do post anterior

A curiosidade dos meus leitores foi maior em querer saber de que show eu estava falando, do que o mérito da questão… Mas, enfim, Marido depois de ler o post, foi no site oficial da Adriana Calcanhoto (pronto, falei!) e mandou pro e-mail de contato no site o link do que escrevi. E ela, muito delicadamente, comentou. E eu respondi. E pedi licença a ela pra abrir tudo, e ela deu. Então, segue abaixo  o comentário dela:

cantora sem nome

07/06/2010 12:58

Pena você não ter gostado do show. Acredito que respeito ao público é nunca enganá-lo, e por isso revelei que estava de volta a um formato que adoro mas que estava sem fazer há algum tempo devido a meu outro projeto. Desculpe se isso pareceu falta de respeito, minha intenção nunca foi essa, foi justamente o contrário.

Quanto aos sucessos, poderia é claro, tê-los deixado para o final, mas acho tão manjado trabalhar com fórmulas…

A bossa joãogilbertiana a qual você se refere é “Bim Bom”, composição do próprio João Gilberto e uma das pedras fundamentais do nosso cancioneiro que ele escreveu inspirado pelo jeito de andar das lavadeiras da sua Juazeiro natal.

No mais, amo Ilhéus e agradeço a oportunidade de ter cantado aí mais uma vez para um público tão atencioso e quente do qual tenho as melhores recordações.
Espero sinceramente que o fato de você não ter gostado não a impeça de voltar a um show meu qualquer dia desses.

E minha resposta:

Opa!
Resposta como essa eu realmente não esperava.
Mas vamos lá. Eu gostei do show, gostei demais! Gostei tanto que queria mais música sua, queria mais dos seus sucessos!
Quando me referi ao silêncio do público após Bim Bom, e citei somente "bossa joãogilbertiana", foi pra não ser muito explícita com nada, nem mesmo com o nome de uma das músicas cantadas. Não desmereço Bim Bom, e muito menos João Gilberto (Já gastei passagem de avião e paguei quatro vezes o que paguei pra assistir o seu show para ir assistí-lo no TCA em Salvador), mas o "povão" nem sempre valoriza o que é rico em termos de harmonia e como o estilo de JG é assim, calminho, tranquilo, o final do seu show ficou "down", em vez de "up".
Não seguir fórmulas é uma opção, sempre válida, mas fórmulas existem por algum motivo, e quando se quer quebrá-las, corre-se riscos. Você fez essa opção, e eu, cá do meu lugar, achei que o show poderia ter sido 100% se a ordem das músicas fosse outra, e se você tranquilamente omitisse a falta de planejamento pro show, mas, tudo bem.  Como falei no blog, foi uma questão teórica, porque isso acontece MUITO, e não somente em shows, mas em outros tipos de programação, como citei, com pastores e padres. Ou professores. Ou palestrantes.
Como você viu, muita gente  (4 pessoas - oh!) querem saber quem foi a tal "cantora sem nome". Considerando que você me respondeu, com tamanha atenção, posso abrir aos meus  leitores quem é você, e inclusive comentar sua resposta?
Em outras oportunidades, certamente irei a outros shows seus, e se der, vou ao camarim, me apresentar e "dar a cara a tapa", pode ser?
Para terminar, me permita, ainda que virtualmente, te mandar um abraço.
Anabel
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E a permissão dela:

Claro, pode abrir aos seus leitores quem sou.
Combinado nosso abraço no camarim qualquer dia.
Adriana

Será que agora ALGUÉM pode comentar o assunto do post, de verdade???

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