27.3.11

A saga da impressão

Eu queria contar em detalhes como tudo aconteceu, mas já se passou muito tempo (cerca de 24h, ou um pouco menos) e não sei se me lembro de tudo. Só sei que eu queria entregar a dissertação impressa numa qualidade aceitável, especialmente as fotografias, pelo pequeno motivo de que a dissertação é SOBRE fotografias. Mas, quem disse?

Quinta-feira, quando fui ao Dr. Oftalmo em Itabuna (eu contei que colei a lente no olho, e depois descobri que ela nem estava mais lá?) e enquanto esperava a hora da Dra. Acupunturista, aproveitei para testar imprimir em alguns lugares com impressora a laser colorida, mas não achei, e estava muito caro, entre R$2,50 e R$5,00 cada página. Eram 144 páginas, e eu me recusava a gastar todo esse dinheiro em cópias que nem eram as definitivas…

[Na verdade, nem existirão cópias definitivas, vocês acreditam? A Secretaria do Mestrado informou que não tem mais espaço físico para abrigar as dissertações produzidas, e que é pra entregar somente um arquivo PDF que vai ser disponibilizado no site da UESC, na Página do Mestrado.Juro que nunca vi isso, mas… é despesa a menos, vamos lá.]

Como não aceitei a qualidade dos testes que fiz, entrei em pânico na sexta-feira, pois estava com a bendita terminada, mas faltava imprimir e eu não fazia idéia de como e onde fazer isso. Kadija esteve aqui em casa no comecinho da noite, e me sugeriu mandar imprimir em Salvador (a 470Km de distância!) e ainda liguei para a Copyart, vi as possibilidades, Flavinha se dispôs a cuidar da parte logística… mas ainda assim ia ser muito trabalho e não tínhamos a certeza de como fazer as cópias chegarem aqui, já que a lei de 24/48h do SEDEX não  funciona para Ilhéus, esse lindo “começo de mundo”.

Liguei pra Marido que estava viajando e ele, masculinamente prático, decretou: Pague o quanto for preciso e imprima tudo a laser em Itabuna mesmo e pronto. Fui dormir com dor no coração de gastar tanto dinheiro em cópias que seriam riscadas e “corrigidas” pela banca… acordei no sábado com a cabeça estourando de dor, fruto das preocupações e do pouco sono dos últimos dias.

Antes de ir a Itabuna, arrisquei procurar por aqui mesmo. Depois de parecer uma bola de sinuca, batendo de um lado pro outro, finalmente encontrei a caçapa: MC Copiadora, na Rua Araújo Pinho, vizinho ao Supermercado Meira do Centro. Seu Eudes fez de tudo pra me ajudar, e um precinho camarada (pero no mucho), mas saí de lá às 10:30h com as páginas coloridas impressas lindamente, chega fiquei emocionada!

Depois de pegar Marido no aeroporto e almoçar um cozido delicioso, passei à segunda etapa: imprimir as páginas de texto. Tinha comprado um cartucho novo para a impressora e recarregado o velho, que demonstrou já estar cansado dessa vida, e morreu. [Ainda bem que não economizei 49,00 na compra do novo, que deu e-xa-ta-men-te para imprimir o que eu precisava.]Mas… cadê papel? Tinha umas 50 folhas no pacote junto da impressora! Oh, God! Sábado, às 14h e eu rodando os supermercados da cidade para comprar papel A4. Encontrei na “Mercearia Pai e Filho”, o lugar mais improvável (ou não).

Marido chegou gripado do Sul Maravilha, e ficou morgando no sofá enquanto eu brigava com a impressora. Só sei que eram 16:30h quando arrumei as três cópias, com 124 páginas cada uma, em cima da mesa. Caí na cama desejando “desligar”, mas a cabeça continuava a mil, num estado de semi-consciência, entre a exaustão e a felicidade.

Agora só falta encadernar, mas isso acontecerá amanhã à tarde, lá mesmo na UESC. Agora não quero mais nem olhar nada pra não descobrir [mais] nenhum erro e ter que imprimir seja lá o que for. Deu um trabalho filadamãe formatar imagens e texto, fazer as legendas caberem na mesma página que as fotos, fazer o Sumário à mão sem saber que o Word gera o bendito sozinho, bem como a lista de figuras, mas… é sofrendo que se aprende.

Tem muita coisa pra falar, mas estou cansada e nem sei mais o que estou dizendo. Ainda mais que depois de tudo, quando deitei e não consegui desligar, recebi um telefonema contando que a filha de uma amiga, com 25 anos e casamento marcado pro dia 15 de abril, tinha falecido naquela madrugada. Ela cantou no coral de crianças que eu regi, e foi um choque enorme receber a notícia assim, do nada. A gente pensa logo nos nossos, quando vê partir o filho de um amigo…

Então, voltando ao assunto do post, pra deixar vocês com água na boca, vejam algumas [muitas] das milhares de fotos que fiz na Fazenda Yrerê, lócus da minha pesquisa.

Um comentário:

Carla Ceres disse...

E eu que pensei que o difícil era escrever a dissertação! Que maratona! Gostei das fotos. Beijos!