22.5.11

Seguindo Syd Field

Começando os posts sobre a viagem, vou seguindo um dos tópicos do “paradigma de Syd Field”, aprendido durante as aulas de Roteiro para cinema e vídeo com Alene: A última cena remete à primeira.

A última coisa que fizemos no Rio foi a ópera Lucia de Lammemoor, no Theatro Municipal. E a primeira que fizemos foi a visita guiada ao Municipal. Quero dizer, não a primeiríssima, mas uma das coisas que fizemos no primeiro dia.

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* Esta, e todas as outras em que eu apareço, são de Marido.

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Ao comprar os ingressos para a visita guiada (R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia para estudantes e idosos – rá!) vimos também a possibilidade de comprarmos ingressos para a Ópera Lucia de Lammemoor! Não dava pra perder, né? Compramos para a Galeria, a parte mais alta, onde a visão é prejudicada mas o som é o melhor, mais puro e límpido. Tá, é claro que foi pelo preço, a galeria era R$ 25 e a platéia R$ 94. Ah, e pagamos meia também, claro.

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Eu já havia feito uma visita guiada dessas, em 2005, quando fui ao Rio pro INTERCOM (e só assisti UMA ÚNICA palestra, de Bonner e Fátima ~APAGAR), mas desta vez foi bem diferente: o foco da visita foi mostrar o trabalho de restauração que durou dois anos e procurou fazer com que ficasse o mais parecido possível com o original. Além disso, várias partes do Municipal não foram mostradas da outra vez, talvez por já estarem em condições muito precárias. E desta vez permitiram fotografia sem flash, que da outra não permitiram.

Antes de começar a rodar pelo Teatro, um vídeo de 6 minutos com os detalhes do restauro (acho estranho, prefiro “restauração”, mas eles só usam o termo “restauro”) num auditório pequeno no prédio anexo, construído para abrigar as muitas outras atividades que não cabiam mais no prédio original. O acesso se dá por uma ponte elevada ou pelo subsolo do palco, super interessante.

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Lateral do palco, aquilo que nem se imagina que exista

As guias, bastante simpáticas mostravam conhecer bastante o que estavam falando, nada decorado, coisa bem natural – o que é raro. As fotos sem flash com uma câmera compacta não fazem jus à beleza do lugar nem à emoção que ele provoca.

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Clarabóia para entrada de luz natural.

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Detalhe da porta do banheiro, que por dentro impressiona pelo tamanho e pelo requinte.

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Lustre simplesinho no hall de entrada da platéia.

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* Frisas, balcões e galeria vistos da platéia.

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Arranjo floral IMENSO no hall de entrada do Teatro.

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Lustre menos simplesinho.

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Corrimão da escada principal, em pedra ônix, vinda da Europa no início do século XX. Incrível saber que uma construção dessas levou somente 4 anos e meio pra ficar pronta. Prova de que quando se quer (e tem dinheiro), tudo é possível… e foram somente 280 operários trabalhando. Para o restauro, foram 350 restauradores profissionais, mais 550 operários, e levaram dois anos e meio para consertar o prédio. Quer dizer…

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São nove vitrais representando as musas gregas.

Pinturas de Eliseu Visconti no teto e laterais do foyer, não deu pra fotografar direito. Mas comprei um lápis… (sem foto agora).

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Maquete original – mais velha do que o próprio teatro, óbvio!

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Salão Assírio, no subsolo, uma das partes que não visitei da primeira vez. Completamente diferente do resto da construção, todo decorado em estilo egípcio (ou algo parecido), tem um café, restaurante e salão de dança.

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* Detalhe do salão Assírio

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* Eu com Carlos Gomes

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* Foyer

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* Entrada principal

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* Na escada

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*Eram tantos espelhos…

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* Twittando sobre a visita pelo celular. Smiley piscando

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Todas as informações do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, preços, horários, programação, etc, você encontra aqui.

Aí, depois de uma semana inteir respirando arte, cultura e beleza, chegou o nosso último dia no Rio, com o Gran Finale de ir ao Municipal não como turista fazendo uma visita guiada, mas como platéia para assistir um espetáculo.

A Ópera foi uma experiência incrível. Pra mim, que estudei canto lírico, que sei da dificuldade de cantar em “posições erradas”, fiquei de queixo caído com as reviravoltas que os cantores faziam com a voz em posições infames, como sentados no chão, de costas pro público ou até deitados, como moribundos.

A história de Lucia de Lammemoor é típica das grandes óperas: uma tragédia de amor, onde morre quase todo mundo. O libreto,muito bem montado e comprado à parte, dava todas as informações técnicas, históricas e artísticas.

Essa noite foi realmente muito especial, mas fiz uma escolha: quem iria era a espectadora, a apaixonada por música, não a fotógrafa. Então levei somente a câmera compacta que cabia dentro da bolsinha social, e só nos fotografamos antes do evento, pra registrar nossa presença lá, mas o espetáculo ficou mesmo foi na memória.

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Foto de Jú.

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Eles também estavam tendo sua primeira experiência na ópera!

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Não é linda, minha prima???

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Ó o libreto aí na minha mão! (Foto de Jú)

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* Esperando a hora de começar.

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* A águia, no teto, toda recoberta de folhas de ouro.

Então, foi assim. Tem muito mais que foi vivido e sentido, mas se perdeu nas entrelinhas.

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* Fotos de Marido Carlos Mascarenhas.

Um comentário:

Tucha disse...

A aluno foi primososa na descrição e reconstrução das cenas. Já estive inumeras vezes no Rio e nunca fui além das escadas do Municipal. Já está na agenda da proxima viagem...