3.12.11

Vomitando pra ver se alivia

Desculpem, este é mais um post-vômito, se você tem o estômago fraco, clique logo no xis ali em cima e acabe com a história. Vou avisando logo que vou tentar travar os comentários neste post, se eu não conseguir, respeitem minha vontade, e, por gentileza, não me mandem e-mail perguntando o que está acontecendo. Tudo que eu sei estou colocando aqui.

Já faz alguns dias que estou azeda, e não falo do estômago somente. Está tudo com aquela cor verde azeda, se vocês não sabem, melhor ficar sem saber que sensação é essa.

Sinto falta da minha vida, de fazer coisas que eu gosto, de trabalhar e ver o dinheiro entrar, de curtir pessoas de quem eu gosto, e de me sentir amada. Pode ser que tudo isso que estou sentindo seja só mesmo “sensação”, mas juro que eu queria poder fazer alguma coisa prática e palpável pra mudar isso.  A sensação (e vou repetir essa palavra 1488 vezes, para que fique bem claro que é O QUE EU SINTO, e que não precisa necessariamente ter uma RAZÃO para sentir) é de que preciso fugir, seja viajando, dormindo ou gastando tempo num joguinho besta no facebook.

Não estou satisfeita, tudo me irrita, não tenho fome e ao mesmo tempo como normalmente – ou mais do que deveria (vá entender…). ACHO que irrito todos com quem tenho contato, estou “dando choque” por todos os lados, parece que meus poros exalam eletricidade.

Morro de sono o dia inteiro, e quando deito pra dormir não desligo. [Para isso, tem a explicação do DDA, da falta de  (insira aqui o nome do hormônio que eu me esqueci) no córtex frontal, que faz o cérebro ficar ligado em 440w 24h por dia ou quase isso – mas não me convence.]

PARECE que a realidade que eu vejo não é a mesma que todo mundo vê, em qualquer situação. Minhas palavras caem num poço sem fundo ou são levadas pelo vento sem que qualquer pessoa dê a devida importância – ou a importância que eu gostaria. SINTO que as minhas prioridades não são as prioridades de ninguém, ou pelo menos não de quem me importa em alguma instância.

Tenho muitos desejos, sonhos, projetos, mas todos ficam naquela fase de “porta entreaberta” sem que eu consiga enpurrá-la de vez e meter o pé, seja o direito ou o esquerdo, e começar a caminhar por um caminho que leve a algum lugar. Sinto-me amarrada, empurrada pra um caminho que não é o meu, mas que tenho a SENSAÇÃO de que é o que eu DEVO seguir.

Não quero ver ninguém, nem conversar – telefone me enoja, vocês não fazem idéia – e ao mesmo tempo acho ruim ficar sozinha.  Quero me enfiar num buraco onde não veja nada, e ao mesmo tempo tenho angústia de escuro. Quero sair de casa, ver gente, ver o sol, o céu e o mar, e ao mesmo tempo não quero nem trocar a roupa e calçar sapato pra sair. Quero chutar o balde, mas nem tem balde pra chutar. Quero chorar, mas só consigo ficar com os olhos pesados e aquela sensação de farpas invisíveis que só sumiria com uma torrente bem forte do líquido salgado.

Acabei de me lembrar de uma frase que Jady me disse outro dia: Pra todas as situações, o remédio é água salgada, seja do mar, das lágrimas ou do suor. Infelizmente meu trabalho não gera suor e eu não tenho estrutura pra academia. Como não consigo chorar, restaria o mar, mas tem chovido tanto que ele está marrom e sujo, opção inválida. E agora, José? (Ainda bem que aqui não é o twitter, senão o @josereal viria me responder com alguma gracinha.

Por favor, ninguém se sinta ofendido com este meu desabafo, como naquela propaganda de carro, “o problema não é com você, é comigo”.

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