6.1.12

A força do amor

Eu sempre suspeitei que Marido gostava mais do meu cabelo mais comprido. Mas eu tenho no sangue o amor pela tesoura, a tesoura do desejo, do desejo mesmo de mudar… e mês sim mês não eu frequento a cadeira do salão. Line diz que eu corto “sempre igual”, mas eu acho que mudo bastante… enfim, hoje saí com o bichinho da mudança correndo no meu sangue. Liguei pra ele:

-Mô, vou cortar o cabelo.

-Ó lá…

-“Ó lá”, por que? Você não quer que eu corte, não?

-Vai surucar, é?

-Você gosta de mim com o cabelo mais curto ou mais comprido?

-Eu gosto de você. De cabelo curto, comprido, careca, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapé… [o amor é lindo…]

-Oooown, que coisa mais linda! Mas fala, você prefere curto ou comprido?

-O cabelo é seu, você é quem resolve. Prefiro como você se sentir bem.

-Pensei em radicalizar…

-Você faz o que achar melhor.

-Sei que vou cortar, mas não sei se dou só uma aparadinha ou se corto mais.

-Pede pra aparar, e se achar que tá pouco, corta mais.

-Tá bom, vou lá. Tchau. Beijo!

-Tchau, beijo!

Desde o “Ó lá…”eu saquei que ele não queria que eu cortasse, mas insisti que eu “precisava” cortar. Mas… o amor é forte, viu? O salão tava fechado em plena sexta-feira de manhã, e depois eu soube que estão de férias coletivas até o dia 10, quando a lua já saiu do quarto crescente, e minha agonia de cortar o cabelo deve ter ido embora. Bléh.

Mas falaê se não tá sem graça, e tá precisando cortar mesmo:

06-01-2012 002

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