5.3.12

Diário de Viagem - 10

28 e 29/02, terça e quarta, navio atracado em Buenos Aires.


Convém não esquecer que estou nessa viagem para acompanhar meus pais, e a programação tem que atender às necessidades e possibilidades deles, embora seja escolhida por mim. Assim, achei melhor comprarmos o ticket do Bus Turístico e rodarmos a cidade inteira, parando onde fosse mais interessante. Fomos do porto até a Plaza de Mayo de táxi (20 reais) e de lá caminhamos até a parada 0 do Bus Turístico, na Calle Florida.
    
  
    
    
Detalhes do passeio:


O ticket válido por 24h custa 70 pesos argentinos, que devem ser pagos in cash, e não aceitam reais nem dólares. Também pode ser comprado pela internet, e pago com cartão de crédito.


Dura cerca de 3 horas, se for sem parar.


Tem dois tipos de ônibus: um com guia falando apenas em espanhol e outro com fones e tradução em 9 idiomas, incluindo português. Fomos no espanhol, e deu pra entender [quase] tudo.


Pode-se descer em qualquer parada, e por volta de 30 em 30 minutos passa outro, e pode-se subir, apenas apresentando o ticket, que pode ser também válido por 48h. Em cada ponto tem o horário de passagem dos ônibus, e percebemos que são rigorosamente pontuais, tipo: 15:33h e passar exatamente no horário.

              
De cima se tem uma vista privilegiada dos monumentos, dando pra fotografar tudo numa boa.
    
Mas… as árvores (que são muitas, e lindas!) ficam muito próximas das nossas cabeças, é preciso tomar muito cuidado! Vejam:
    
   Até peguei umas frutinhas… hehehe
Passamos por La Bombonera, o estádio do Boca Juniors, e juro que tive vontade de saltar, mas como fui eu sozinha que desejei… ficou pra próxima.
    
    
    
    
Saltamos mesmo no Caminito. Algo semelhante ao Pelourinho em Salvador. Um ponto essencialmente turístico, onde tive a sensação de estar sendo assaltada a cada vez que os garçons dos restaurantes vinhas quase que nos arrastar para dentro dos ditos cujos. Muitos com show de tango nas calçadas…


Mas só depois de andar pela Calle Florida, descobri que o Caminito é o lugar de preço mais justo e de melhor atendimento que passamos! Além de ser super fofo… Adorei! Voltarei lá, com Marido, e com mais calma, para escarafunchar as lojinhas de artesanato. Compramos lembrancinhas, e depois sentamos para almoçar…
    
    
    

Almoçamos no restaurante que tinha o tango mais chamativo. E foi ótimo, pois me dispensou de sair à noite para pagar uma exorbitância pra ver show de tango! O casal era bem simpático, e o velhinho que tocava bandoneon também. Dois cantores se revezavam, dando um verdadeiro show! (Tudo isso por 8 pesos o couvert artístico!)
    
    
    
    
Eles ficavam chamando as pessoas para fotografar, e quando os turistas chegavam perto, eles diziam que custava dez reais (ou dez dólares, conforme fosse o idioma falado). Novamente me remontou ao Pelourinho, só que lá as “baianas” cobram 10 reais e só ficam do lado da pessoa. Aqui eles faziam poses de tango, e tiravam várias fotos. Eu não fui porque Papi se sentiria incomodado, mas quando estiver com Marido nós vamos. Smiley piscando

Um dos garçons achei parecido com Maradona, e outro se auto-intitulou Al Pacino. Julguem vocês!
    
Ainda no Caminito, fomos ao Havana Café e comprei uma caixa de alfajores, algo tido como o supra sumo da doceria argentina. Tá, é gostoso, mas pra mim é doce demais, e igual ao pão de mel de Ione, lá em Ilhéus…

Pegamos novamente o ônibus e depois de mais de uma hora rodando pela cidade, saltamos na Recoleta. Era pra passearmos pelo bairro, mas os velhinhos estavam cansados, e resolvemos entrar no Museu Nacional de Belas Artes. Valeu demais! Pequeno, mas com um acervo interessante de arte de todos os períodos, com muitas obras doadas pela família Santamarina. (!) Van Gogh, Monet, Tolouse Lautrec, Rodin, Renoir, e outros tantos que não me lembro agora. Sem fotos, por motivos óbvios, mas uma na porta, para registrar nossa passagem por lá:

Pegamos o ônibus até o final, e saltamos na parada 0, Calle Florida. De lá, taxi para o Porto (33 pesos) exaustos e queimados de um sol que não apareceu… mas valeu mesmo o passeio! Para quem passa somente um dia (ou dois) na cidade, o Bus Turístico é ideal.


No dia seguinte, saimos de taxi do porto até ás Galerias Pacífico. Só pra não dizer que não tentamos fazer compras.  Mas não tem jeito. Não sou “uma mulher de marcas”. Depois saímos pela Calle Florida, e lá, sim, conseguimos comprar cositas. Mamis está com o pensamento fixo nas Bodas de Ouro, que acontecerão em maio. Então, tudo que povoava os desejos dela eram: a roupa, o sapato, a bolsa, as jóias que ela usará no evento. Comprou a bolsa, uma parte da roupa e mais umas bobagenzinhas que a deixaram super feliz.


Papi usou uma camisa-filtor-solar, daquelas usadas para esportes aquáticos, que o deixou bem confortável, sem medo do sol, que desta vez apareceu pra valer (mas não fez frio).
29-02-2012 (44)     29-02-2012 (46)
29-02-2012 (47)     29-02-2012 (49)
Por acaso, encontramos a Livraria El Ateneo, que eu estava secretamente desejando visitar, mas não tinha nem coragem de dizer aos outros… Enfim, do nada, surgiu a porta do paraíso! Mas não comprei livros, eu queria mesmo era sentir o lugar, que já foi um teatro e hoje é uma livraria super charmosa. Comprei marcadores de livros (viu, Lile?) e um CD de Mercedes Sosa para um casal de amigos (um deles ficará com o original, o outro com uma cópia, terão que tirar no palitinho!), além de ímãs da Mafalda! [Não procurei antes onde fica a estátua grande da Mafalda pra tirar uma foto pensando na Karina, mas lembrei, viu?]
29-02-2012 (53)     29-02-2012 (51)
29-02-2012 (54)     29-02-2012 (55)
29-02-2012 (56)     29-02-2012 (59)29-02-2012 (61)
(Eu tenho um desse, só que em português, né, Jucemir?)


Andar fez bem, foi gostoso, mas… cansou. E, como tínhamos que estar de volta às 16h, voltamos logo antes, pra pegar ainda o almoço no navio. Taxi, novamente, que é super barato mesmo, e nos espantamos com o trânsito assustadoramente calmo, apesar das avenidas largas e pouca sinalização, parece um trançado sem lógica, mas… funciona.


À tardinha, quero dizer, na hora em que o sol se escondeu, porque aqui não dá muito pra ter noção de horário exato… o navo zarpou, e ficou todo mundo no deck superior (menos eu, que estava dormindo!) e quando acordei e subi, só vi isso:
29-02-2012 (7)     29-02-2012 (2)
29-02-2012 (4)         29-02-2012 (5)
Buenos Aires sumindo ao longe, junto com o sol…
29-02-2012 (13)     29-02-2012 (14)
29-02-2012 (18)     29-02-2012 (19)

Nenhum comentário: