8.7.12

*Suspiro*

Anteontem coloquei no meu perfil do Facebook uma mensagem comunicando que “ressuscitei”, que finalmente tinha conseguido levantar, comer, trabalhar e até – pasmem! – fazer planos para o futuro.

Me assustei com a repercussão, mais de 80 pessoas “curtiram” e tem lá, agora, 61 comentários. Isso, na verdade, não quer dizer nada, muita gente no FB “curte” qualquer coisa sem de fato ter nenhum interesse no assunto, mas… o fato é que me senti querida, abraçada e acarinhada por esse povo todo que se dignou a  escrever alguma coisa.

Ainda não estou 100% boa, mas em vista do que estive, é a glória!  Hoje consegui até ir à praia, só sentar de frente ao mar já me fez bem. (Fui acompanhar amigos curitibanos que estiveram por aqui nesses dias, e mesmo com o dia nublado e frio se jogaram de corpo e alma no mar.) Só que depois da praia, levei a galera no mercado de artesanato, e andamos um bocado, ao ponto de esgotar as energias que estavam se renovando devagarzinho. Então, no momento estou largada de novo, esperando as forças voltarem, com aquela dificuldade de respirar que tinha aparecido há alguns dias.

Nessa “largação” de tarde de domingo, enquanto ouço aqui do lado a torcida do Colo-Colo batucando e xingando juiz e bandeirinha, dei uma zapeada pelos blogs dazamigas, e pela Inaie soube de uma notícia triste. A Tina, uma blogueira que eu não conhecia, mas com quem tinha muitas amigas em comum, faleceu hoje, vítima da gripe H1N1.

Mesmo sem conhecê-la, fiquei triste. Fiquei triste e preocupada. Além da maldita dengue, tem a H1N1 pra a gente temer. Fui no blog da Tina e a última postagem é de 12 de junho, antes dela adoecer, enquanto estava esperando a chuva passar, pra colher seu café. Ninguém entrou no blog e nem deu notícias de que ela estava doente. Ninguém entrou no blog e avisou que ela morreu. Eu não quero que isso aconteça comigo.

Uma vez li de um blogueiro que deixou um post programado para se ele ficasse 30 dias sem postar, entrar uma explicação dizendo que ele havia morrido, e, num belo dia, por um bug do Blogger, o post entrou, e foi o maior fuzuê, até ele postar ao vivo pelo twitter e no próprio blog que estava vivo e bem. Então, por essa experiência, não vou deixar nada programado para publicação póstuma. Preciso pensar em outra opção.

Já sei! No meu notebook a senha do blog está salva para que alguém que tenha acesso a ele (Marido ou alguma dazamigas mais próximas) possa vir aqui e avisar vocês que eu morri. E, por favor, não fiquem tristes se quando isso acontecer. Tenham certeza: Eu vivi feliz, e mesmo que a morte tenha sido dolorida, a parte feliz com certeza foi maior que as dores.

Amei e fui amada, sorri muuuuito – até quase morrer de rir, literalmente; chorei um tanto, mas nada que fosse fora do suportável. Deixei “semente”: dois pedaços de mim dos quais me orgulho demais. Curti cada momento da vida que foi possível curtir, tentei aprender com meus erros, e embora nem sempre tenha conseguido, acho que tenho errado menos. Não tenho o que reclamar da vida. Não considero que cumpri a tarefa AINDA, mas, se tivesse que ir hoje, iria na boa. Plantei muitas árvores, tive dois filhos, escrevi mais de um livro… e volto a dizer: AMEI MUITO!!!

Desculpaí o post aparentemente deprê, mas nem é. É só o que eu queria dizer agora. E pra provar que eu não estou down, olhaí as fotos do meu roseiral de varanda, que delícia:

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PS- O Colo-Colo está lutando pela vaga de acesso à 1a. divisão, e precisa ganhar por um gol. No momento está 1 x 1. #OREMOS.

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