9.9.12

Manual e Desilusões (ou Vi por aí #25)

Daí que é quase meia-noite de um sábado que gastei quase todo a meu bel prazer (ou prazer de Bel, whatever) e nem dei a dormidinha básica do meio da manhã… e eis que depois de deitar e passar quase uma hora ouvindo música e sem conseguir dormir, estou aqui, pra colocar em prática algo que venho exigindo de meus aluninhos de jornalismo: ESCREVER.

Não que este seja um texto jornalístico, esse nunca foi o meu forte – nem meu desejo/necessidade. Mas tenho me pegado a repetir incansavelmente, cheia de amor: Jornalista precisa saber escrever, e para isso, precisa praticar. E cadê que estou praticando?

Como não sou mulher de faça-o-que-eu-mando-mas-não-faça-o-que-eu-faço, vim me penitenciar diante deles (não literalmente, necesserariamente) e soltar o verbo por aqui.

Não quero falar da minha vida diária, que não tem nada de glamurosa, embora tenha muita “novidade” pra quem não está convivendo comigo de perto (= todo mundo, com exceção de Marido). Mas, como disse, não vou falar sobre isso. Nem sobre o Curso de Foto que aconteceu no final de semana passado (e foi muuuito legal!), nem da viagem que está a menos de uma semana (mas já arrumei a mala, relaxem todos).

Vim compartilhar dois links que me fizeram ler trocentos posts de uma vez (e não comentar em nenhum, porque eu estava muito mais interessada em ler do que em comentar). O primeiro, encontrei semana passada (eu acho), e é o Desilusões perdidas, ao melhor estilo ‘Jornalismo da Depressão”, mas que só me fez rir.

Blog do Duda Rangel, que se descreve assim: “Um jornalista desempregado, um homem abandonado pela mulher. Um ser humano em ruínas, que busca sua reconstrução. Até pouco tempo atrás, nada o motivava. Sua vida era tão alegre e vibrante quanto à dos protagonistas de filmes iranianos. Mas sem competência para o suicídio e sem dinheiro para fazer terapia, resolveu buscar sua redenção neste blog cheio de humor. Aqui, você vai encontrar um pouco do lado B do jornalismo e (por que não?) da vida também.”. Sacou o nível?

#RiAlto seria a tag mais utilizada também na leitura do outro blog, descoberto hoje, via Lile, o Manual Prático de Bons Modos em Livrarias. Gerenciado pela livreira (fazia tempo que não “escutava” este termo, com esse sentido, de “atendente de livraria”) Hillé Puonto, que escreve, como minha filha, sem utilizar de letras maiúsculas na hora certa, mas usa CAPS LOCK quando quer destacar (ou escandir as sílabas)…  esse foi um blog que me enlaçou de primeira.

Pelo estilo irônico de escrever, por contar histórias reais com a linguagem contemporânea do twitter (muito amor) e por se referir a si própria de maneiras inusitadas… por muitos outros motivos. Mas principalmente pra eu ir aprendendo o que vou passar, quando tiver minha própria livraria-espaço-cultural.  É que ri de um jeito, que parecia estar [mais] doida. Imaginava as cenas, visualizava as caras que a livreira fazia, desenhava a freguesia louca… e me peguei pensando: quantas vezes EU seria assunto para esse blog, caso morasse no Rio e frequentasse a Livraria Cultura?

O Manual tem página no Facebook, com outro tanto de possibilidades de diversão. Aqui, ó.E falando em FB, você já curtiu minha Fan Page? Clica lá: Anabel Mascarenhas Fotografia, e faça uma fotógrafa feliz, nem que seja por muito amor!

 

Recomendo dicunforça que vocês visitem o Manual e o Desilusões.

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