27.10.12

Minimalizando

Não sei porque, tem caído em minhas mãos virtuais uma quantidade significativa de textos sobre minimalismo. Até algum tempo atrás, minimalismo pra mim era só um movimento artístico do Século XX (Ah, não posso esquecer de dizer  que  semestre que vem vou dar aula de História da Arte…). Mas com essa enxurrada de textos a que me referi, venho descobrindo que hoje tem outros tantos significados.

Um deles é ligado ao desapego de coisas materiais. Seria como viver tendo apenas o estritamente necessário, ou chegando ao extremo de “ter somente o que você consegue carregar”.

Tenho certeza que jamais chegarei nesse extremo, mas tenho pensado muito – e já tomado algumas atitudes – em minimizar tudo na minha vida. Menos roupas, menos livros, menos papéis, menos CDs… e, por que não,  menos problemas? Ou melhor, porque não minimizar o tamanho dos problemas???

A semana que passou foi dura, pra mim. E não quero entrar em detalhes sobre essa “dureza”, só digo que chorei até ficar “com a cara inchada”, no sentido literal da expressão. E toda a minha relação com Deus, todo o apoio de Marido, toda a racionalização da situação, não foram suficientes para me dar a real dimensão dos “problemas”, até que… quinta-feira eu tive sessão com a Dra. Acupunturista.

Desfiei meu rosário de queixas, e ela deu aquela risadinha minha velha conhecida,  como quem diz: “já sei o que vou fazer com você!”. Me “espetou” todinha, e lá pela 27ª agulha, perguntou: “o que está prevalecendo: angústia, medo, raiva…?” Nem deixei ela dizer mais nada e sapequei: RAIVA!

E tome agulha no pé!

Dessa vez eu não dormi durante a sessão, como de costume. Senti um desconforto subindo pelo corpo, e indo parar na boca, como um ácido queimante e cortante. E esse estado de alerta físico me levou a um alerta mental. Foi aí que caiu a ficha: Por que estou sofrendo com tudo isso? TUDO ISSO não é NADA!!! Meus problemas são tãaaaaaaao pequenos… Que bobagem estou fazendo comigo!!!

Mas eu me entendo – e me perdôo. Sou gente, normal, passível de desestabilização, como todos que andam nessa montanha-russa que é a vida. Se o carrinho sobe, uma hora ele vai descer. E se desce, com certeza vai subir depois. Então… se desceu e deu aquele frio na barriga ou aquela vontade de vomitar ou mesmo medo de cair… É porque a descida foi braba mesmo. Mas isso significa que havia subido beeeeeem alto! E não vou negar: Eu senti a linda emoção da subida, e já estava psicologicamente preparada para a continuação da experiência. E viver é essa coisa linda de Deus!

Ainda volto a falar sobre o minimalismo material… esse também está me ganhando!

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