16.6.13

Manuel Castells entende nosso lado…

…porque o nosso lado é o mesmo lado de todo o mundo.

Sociólogo espanhol, esteve em São Paulo na última terça-feira, 11/06/2013 para falar no evento “Redes de indignação e esperança”. Enquanto ele falava, aconteciam as manifestações na Avenida Paulista. Ao ser questionado pelo público sobre o que estava acontecendo, sua resposta não podia ser melhor do que foi.

“Todos estes movimentos, como todos os movimentos sociais na história, são principalmente emocionais, não são pontualmente indicativos. Em São Paulo, não é sobre o transporte. Em algum momento, há um fato que traz à tona uma indignação maior. Por isso, meu livro se chamaREDES de indignação e de esperança. O fato provoca a indignação e, então, ao sentirem a possibilidade de estarem juntos, ao sentirem que muitos que pensam o mesmo fora do quadro institucional, surge a esperança de fazer algo diferente. O quê? Não se sabe, mas seguramente não é o que está aí. Porque, fundamentalmente, os cidadãos do mundo não se sentem representados pelas instituições democráticas. Não é a velha história da democracia real, não. Eles são contra esta precisa prática democrática em que a classe política se apropria da representação, não presta contas em nenhum momento e justifica qualquer coisa em função dos interesses que servem ao Estado e à classe política, ou seja, os interesses econômicos, tecnológicos e culturais. Eles não respeitam os cidadãos. É esta a manifestação. É isso que os cidadãos sentem e pensam: que eles não são respeitados.”

Leia a íntegra da fala de Castells no Fronteiras do Pensamento.

O livro Redes de indignação e esperança será lançado em setembro, aqui no Brasil, pela Editora Zahar.

E vamos continuar a fazer barulho! #changebrazil

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