29.6.13

Balanço de meio-de-ano

Tudo começou porque estava arrumando meu novo leitor de feeds, que se chama "The Old Reader", e parece bem com o moribundo-quase-falecido Google-Reader-que-tanto-amo, e vi que haviam posts em blogs que eu sigo, ou seguia, antes do GReader morrer, que sei que li, mas não comentei. (Ou comentei por e-mail, não lembro.) Quando comentei no post de Tâmara sobre a “Quaresma de redes sociais”, escrevi tanto, que rendeu este post.

No finalzinho de abril, li este post sobre o infame Candy Crush Saga. De imediato enxerguei que eu estava completamente viciada no jogo, e decidi que ia parar. Parei. De uma vez, sendo absolutamente radical. Bloqueei no Facebook, desinstalei do iPhone e do iPad, e de quebra desinstalei TODOS os outros  joguinhos que seguiam pela mesma linha. [Se você joga Candy Crush ou qualquer outro no gênero – Pet Rescue, Diamond Dash, Bubble Witch Saga, recomendo firmemente que leia o texto do Pedro Burgos].

Enfim, me libertei dos joguinhos viciantes por completo. No iPad só tem o Magic Puzzle, que não é viciante e ainda ajuda a fazer novas sinapses, especialmente para a pessoa com Déficit de Atenção (eu).

Já o FB, continua me tomando muito tempo, o que não posso reclamar do Twitter. Passo lá uma vez por dia, leio a TL de uma vez só, e fico menos ligada no mundão, mas pra mim tá bom. O FB fica numa aba aberta 24h por dia, e enquanto faço outras coisas, sempre olho as notificações. Preciso resolver isso. Mas com o fim dos joguinhos, melhorei MUITO:

Tenho lido muito mais, tanto livros de papel quanto digitais, e no trabalho novo, do início de abril pra cá, acho que já li uns oito, com mais de 200 páginas cada, e ainda tendo que revisar ortografia/concordância, clareza/coerência e ABNT. [Mereço quantas estrelinhas?]

Em compensação, esse semestre não fui "A" professora que sei que sou. Em parte porque "me deram" disciplinas fora do meu escopo de paixão (imagem) e em parte porque  precisei elaborar todo o material, todas as aulas, tudo do zero. E isso sem paixão (tesão), é complicado... Mas semestre que vem retornamos às atividades normais de Fotografia e Fotojornalismo, e tudo vai voltar a ser caetanamente lindo.

Fotografei um bocado, e, em meio às dores e delícias da Profissão Fotógrafa, vi três séries de fotos sendo exibidas nos intervalos da programação de São João da TVE, e adorei! Na verdade, o vídeo poderia ser melhor editado, as fotos poderiam ser melhor escolhidas… mas isso ficou fora da minha alçada.  Mandei 100 fotos em cada série, e eles escolheram cerca de 30 para fazer vídeos de um minuto cada. Veja aqui, aqui e aqui.

Inscrevi um trabalho no Colóquio Argentina-Brasil de Comunicação, sabendo que do país inteiro só seriam selecionados DEZ trabalhos. Recebi o resultado no dia 24 de junho, dizendo que o meu foi selecionado como suplente (foram três suplentes) no universo dos inscritos. Fiquei feliz! Nem me importo de não apresentar (em Córdoba, Argentina, com tudo pago), já fico satisfeita de saber que MEU TRABALHO É BOM!

Passei quinze dias europeando, em março, experiências incrivelmente deliciosas no frio intenso do que deveria ser a primavera, em Paris e Londres. E sempre ficam coisas a serem feitas, lugares a serem vistos, e dessa vez o que vai me fazer voltar é que não vi os dinossauros no Museu de História Natural em Londres e nos os Jardins de Monet em Paris. Ah, e Versailles foi muito corrido, preciso voltar lá pra passar o dia inteiro. Na primavera de verdade, que fique bem claro.

Fui a Aracaju semana passada, lamber a cria que fez aniversário no dia 27, e aproveitar pra conhecer direito a cidade pela qual já passei várias vezes, mas sempre só passando. Fiz um pequeno relatório no post anterior, e o último dia foi em grande estilo, passando horas no Mercado Municipal, conhecendo mais da cultura da cidade. Também preciso voltar. Mas dessa vez, com Marido. Cheguei hoje, depois de uma aventura que incluiu perder o ônibus em Aracaju e ir de táxi até à primeira parada dele, 75 Km adiante, em Estância. Gastei o mesmo valor da passagem para não perder o ônibus. Mas todo mundo já sabe que eu adoro viajar com emoção.

No quesito baixar as taxas, obtive sucesso total. Só não consigo entender é por que não consigo baixar o peso! Preciso rever meus conceitos alimentares…

No geral, faço um balanço positivo de meio-de-ano. Julho chega já, e tem muito mais pra viver!!!

27.6.13

Parafraseando

-Anteontem recebi boas notícias, fiz mercado,  andei muito de havaianas e meus pés não doeram, almocei e jantei camarão,  vi uma "corrida" de kart pela primeira vez na vida, tirei um monte de fotos, enxaquequei, comprei um trequinho com meu nome, vi minhas fotos na programação da TVE-Bahia, desejei conversar mas não consegui, desejei chorar mas não chorei, fui abençoada, abençoei, enfim, vivi.


Ontem eu fiz turismo, almocei gostoso, tirei um monte de fotos, continuei enxaquecada, desanimei, desesperei, desabafei, me senti só, me senti amada, andei de salto alto até cansar, peguei uma lotação pela primeira vez na vida, gastei mais do que pretendia, chorei de novo, me arrependi de algumas coisas, li (reli) um livro inteiro na livraria do shopping (Alice no País do Espelho), fiz pipoca e comi sozinha, desejei coisas que não pude realizar, me decepcionei,  me preocupei, enfim, vivi.



Hoje acordei cedo sem necessidade, continuei enxaquecada, lavei banheiro, limpei casa, lavei roupa na mão, despreocupei, terminei um puzzle de 550 peças, estou com dor de barriga (sensação  de que vou ter diarréia), não sei ainda o que vou almoçar, mas sei que vou jantar fora, comemorando meu aniversário de ser mãe pela segunda vez, enfim, estou vivendo.





Quem sabe um dia todas as peças do meu quebra-cabeças encaixem, né?


[Ontem a Intense publicou um post que me deu vontade de parafrasear. Mas estava muuuuito cansada e com dor de cabeça, acabou que não fiz na hora, então a paráfrase saiu alterada, em três tempos. O post-inspiração, com link exposto, porque nao consigo inserir links postando no iPad, desta vez com o App Blogger: http://excessointenso.blogspot.com.br/2013/06/hoje-eu-tou-viva.html ]

24.6.13

Impressões

Não, não são impressões dos protestos, que sobre isso eu tenho falado muito, "ao vivo", via facebook ou Twitter. São minhas impressões em terras sergipanas. Vim a Aracaju pra lamber a cria e ver com meus próprios olhos como ele está instalado, e essas coisas de mãe mesmo.

Estou no bairro de Coroa do Meio, perto da orla de Atalaia, uns dez minutos em linha reta e chego lá. Nesse percurso, parece que estou numa cidadezinha do interior, com casas térreas, cachorros e crianças nas portas, janelas abertas com potes de balas, doces e pipocas. Mercadinhos, ruas tranqüilas, um ou outro carro passa (em alta velocidade, tá, isso não combina!), e  se você esquecer como chegou até aqui, pode pensar mesmo que está no interior.

Mas a visão se torna completamente diferente - e isso é incrivelmente visível - quando se chega à orla. Uma profusão de restaurantes anuncia que ali é lugar para turistas. Inclusive no preço. Só que a orla de Atalaia é tão linda e tão bem estruturada, que nem faz tão faz mal pagar mais caro pelo que se oferece.

No sábado fomos ao Oceanário, que tem parceria com [ou é propriedade do] o Projeto Tamar. A coisa mais linda que vi em termos de natureza nos últimos tempos. Não é grande, mas é bem variado, com tanques de  tartarugas marinhas adultas e bebês, tanque de tubarões (mas só tinha um tubarão-lixa), aquários de água doce e salgada e o mais gostoso de todos: um tanque com uma réplica do ambiente marinho com estrelas, ouriços, pepinos, lesminhas, tudo "do mar", e os monitores podiam pegar e colocar na mão dos visitantes mais interessados. Claro que eu peguei em tudo, e fotografei muuuuito!

(Claro, também, que tentei colocar aqui algumas fotos, mas blogar pelo iPad, além das aventuras com o corretor ortográfico também limita a portagem de fotos... Quem sabe um dia eu consiga? É dose também o fato de que de vez em quando o texto postado some, fica aparecendo somente o início, e é um porre ficar sem saber se está salvo ou não, mesmo tendo clicando em "salvar" a cada parágrafo!)

Preço da entrada no Oceanário: inteira 8 e meia 4 reais. (Paguei meia com minha carteirinha de professor! Yeah!)

Do lado de fora do oceanário, compondo a urbanização da orla, tem vários lagos com pedalinhos, patinhos (muitos!) em volta, pista de skate e circuito de caminhada. Muitas famílias com crianças, tanto de turistas quanto de "locais". Pessoas passeando com cachorros de todos os tamanhos. Vários banquinhos pra sentar e apreciar a vista (não o mar, porque este está lá longe...) ou simplesmente
descansar as pernas. Um kartódromo que ainda não fui ver, mas todo mundo diz que é bem legal.

Da orla pegamos um ônibus que nos deixou na frente do shopping, onde fomos comer, porque não precisa ninguém saber que eu sou turista, né?  Mas pelo jeito vou voltar outras vezes por lá: ainda não vi a Vila do Forró que deve pegar fogo hoje à noite, nem a área reservada para os vendedores de artesanato e outras opções que a estrutura turística da orla oferece.

Domingo pela manhã fui à igreja com o filhote, e foi muito gostoso sentir que aqui existe uma comunidade que acolhe quem chega, que estuda a bíblia e que se une em torno da mesma fé. Uma irmã nos trouxe em casa um escondidinho de charque e um caruru simplesmente deliciosos. Confesso quenão  botei muita fé no caruru, já que ela não é baiana e nem estamos na Bahia, mas... Bateu em muito caruru tradicional, viu?  Deixamos o caruru pro jantar, porque precisávamos comprar arroz... (capítulo à parte: mamãe ensinando ao filhote como cozinhar arroz!)

No final da tarde, voltamos ao mesmo ponto onde fomos no sábado, pra fotografar a super lua. Quase que era uma frustração, pois apesar do dia inteiro ter sido de sol, bem na hora da lua nascer, as nuvens tomaram conta do céu e eu tive que ser muito rápida pra conseguir fazer fotos legais. Tentei colocar link para as fotos que postei no facebook, mas também não rolou. Vou acabar o post por aqui, antes que morra de raiva do iPad e "rume" ele no mangue que tem aqui na frente de casa! 

* Nao estou conseguindo rolar a pagina pra cima para revisar o texto, então, relevem possíveis pegadinhas do corretor maroto!





Ontem, véspera de São João, muita gente nas calcadas, competindo na "animação" (entenda-se:volume do som), assando milho, churrasquinho e crianças soltando fogos.

16.6.13

Manuel Castells entende nosso lado…

…porque o nosso lado é o mesmo lado de todo o mundo.

Sociólogo espanhol, esteve em São Paulo na última terça-feira, 11/06/2013 para falar no evento “Redes de indignação e esperança”. Enquanto ele falava, aconteciam as manifestações na Avenida Paulista. Ao ser questionado pelo público sobre o que estava acontecendo, sua resposta não podia ser melhor do que foi.

“Todos estes movimentos, como todos os movimentos sociais na história, são principalmente emocionais, não são pontualmente indicativos. Em São Paulo, não é sobre o transporte. Em algum momento, há um fato que traz à tona uma indignação maior. Por isso, meu livro se chamaREDES de indignação e de esperança. O fato provoca a indignação e, então, ao sentirem a possibilidade de estarem juntos, ao sentirem que muitos que pensam o mesmo fora do quadro institucional, surge a esperança de fazer algo diferente. O quê? Não se sabe, mas seguramente não é o que está aí. Porque, fundamentalmente, os cidadãos do mundo não se sentem representados pelas instituições democráticas. Não é a velha história da democracia real, não. Eles são contra esta precisa prática democrática em que a classe política se apropria da representação, não presta contas em nenhum momento e justifica qualquer coisa em função dos interesses que servem ao Estado e à classe política, ou seja, os interesses econômicos, tecnológicos e culturais. Eles não respeitam os cidadãos. É esta a manifestação. É isso que os cidadãos sentem e pensam: que eles não são respeitados.”

Leia a íntegra da fala de Castells no Fronteiras do Pensamento.

O livro Redes de indignação e esperança será lançado em setembro, aqui no Brasil, pela Editora Zahar.

E vamos continuar a fazer barulho! #changebrazil

15.6.13

#ChangeBrazil

#ChangeBrazil. Esta é a Hashtag que começou a vibrar na rede, depois dos protestos desta semana.

Com toda a minha moleza e morando no interior, não me envolvi nos protestos ao vivo, mas estou incomodada com tudo isso. Não sei se estou em condições de escrever, de botar pra fora o que me arde no coração, mas não posso ficar calada.

 

E os protestos não são “por vinte centavos”, não. Os vinte centavos são somente a gota d’água que fez transbordar o copo. Impostos excessivos sem retorno em atendimento das necessidades básicas que são garantidas pela Constituição Federal, e nem em sonho existem de fato. PEC das Domésticas que, em vez de garantir direitos às empregadas domésticas gerou foi desemprego (digo isso porque eu tinha uma empregada com carteira assinada, 13º, férias e tudo… agora tenho uma diarista duas vezes por semana – a mesma pessoa, que perdeu o pouco que tinha, e eu também). Aumento de tudo nessa vida, menos dos salários de quem REALMENTE trabalha, e não é só o mínimo, não, é salário de professor do ensino superior (novamente eu legislando em causa própria). Enfim, é coisa demais pra se reclamar, não são só meros vinte centavos.

Foto

Tirinha por Armandinho

A gente confia e vota, pra depois os eleitos tomarem atitudes diametralmente opostas ao que foi prometido em campanha, e isso já é visto como normal. É comum, mas NÃO É NORMAL!!!

Por isso tudo e muito mais, eu estaria na rua também. Levando flores e vinagre.

Foto

Tirinha por Armandinho

A Primavera Tupiniquim está acontecendo, e eu não quero ficar de fora. Faço meu barulho aqui, e chamo pra você fazer também. O mundo precisa nos ouvir, precisa saber o que está acontecendo de verdade nesse país que vai sediar a Copa do Mundo da Fifa, as Olimpíadas e hoje deu início à Copa das Confederações.

Transcrevo aqui, com a devida autorização, o desabafo de minha amiga Karine Pacheco no Facebook:

Porque, quando eu vejo protestos como os últimos, eu penso que o que a polícia devia mesmo fazer era largar todas as armas, a estupidez e a ignorância no chão e passar para o lado do povo, o mesmo povo ao qual pertence. Essa seria a hora de desobedecer ordens, de peitar os superiores, de lembrar que também é povo, que recebe um salário de merda pra colocar a própria vida em risco todos os dias ou senão se submete às propinas da bandidagem pra lucrar um pouco mais em cima desse mesmo povo que ta aí, finalmente indo às ruas gritar por seus direitos, dar a cara a bater (e como!) pra se fazer ver e ouvir.

A questão não é o aumento da tarifa, é muito mais que isso. A questão é que cansamos, todos cansamos. Menos a policia, ao que vejo, que não se cansou de continuar do lado errado. O arcaico ditado "a união faz a força" e o velho bordão "o povo não sabe a força que tem" não foram criados à toa, mas permanecem inutilizados por uma nação inteira que prefere manter-se alheia aos grandes problemas e continuar sobrevivendo de pão e circo, sempre. A dura lida diária é esquecida ao primeiro som da globo anunciando o próximo jogo. Todas as mazelas são lindamente maquiadas ao primeiro toque dos tamborins de carnaval.

E assim vamos empurrando com a barriga, fazendo a bola de neve crescer e descer ladeira abaixo, sair do morro e ir para o centro gritar, esbravejar, apanhar, bater, machucar. Admiro profundamente aqueles que podem e tem a coragem de protestar, de lutar e de fazer a sua parte. São esses mesmos, criticados por uma população alienada que só enxerga e ouve o que passa na tv, que fazem a diferença no mundo. Foram pessoas assim que transformaram nosso país numa democracia. Capenga, mas ainda assim uma democracia, onde eu posso vir aqui e escrever o que sinto e penso sem ter em seguida alguém batendo na minha porta pra me levar presa, torturar e matar pelo fato de exercer meu livre pensamento. São pessoas como essas, que estão protestando pela tarifa do ônibus ( e elas sabem a diferença que esse preço faz e a gota d'água que é), que fizeram as grandes e as pequenas revoluções, e eu espero sinceramente que mais uma esteja começando.

Se fosse possível uma máquina do tempo para voltarmos e impedirmos que Cabral e sua primeira corja se alojasse aqui e pra cá mandasse toda pior espécie de lá, talvez impedíssemos que esses descendentes ordinários e corruptos que ocupam o poder hoje destruíssem tudo que temos por aqui.

Por último estão destruindo toda a dignidade que ainda nos resta. O amor próprio. A esperança. Quem sabe assim, quando não tivermos mais nada a perder, todos teremos de coragem de ir às ruas, de fazer o que tem que ser feito, na hora que tem que ser feito. De lutar. De não se render.

Esqueçamos o futebol, adiemos a copa, expulsemos a tiros de borracha ou de canhão, se for preciso, todo esse bando de sanguessuga que acaba cada vez mais com a gente. Eu quero um Brasil do presente; chega de achar que somos o futuro. Meu protesto é singelo, é um lençol branco na janela, mas existe. Espero que o próximo não tenha que ser jogar a toalha.

E pra quem quer dar uma olhada geral no que aconteceu nos últimos dias, veja 24 momentos de protestos que você não verá na TV. e um texto curto e direto sobre as vaias que Dilma levou na abertura da Copa das Confederações no Mané Garrincha (o estádio mais caro jamais construído para hospedar uma Copa do Mundo).

14.6.13

Revenge

Eu ia postar um monte de coisas… sobre os protestos que eu não vi – só li; sobre minha última aula do semestre; sobre uns trabalhos extras que tenho feito; sobre as flores que estão vencendo a briga contra o inverno no meu jardim-de-varanda; sobre minha volta ao pilates; sobre a viagem que vou fazer semana que vem; sobre o fato de eu ter – finalmente – uma conexão que me permite assistir temporadas inteiras de séries online (Revenge foi a primeira)… mas algo sobrepujou toda a minha sede de escrever.

O último post foi no dia 2 de junho – hoje é 14 – e esses 12 dias sem posts comprovam que estou na moleza-leseira-maresia-(insira aqui o termo regional que descreve o desânimo amplo, total e absoluto) que parece nao ter fim. Mas só parece. porque terá.

O caso é que fiz os exames de rotina para verificar as taxas de glicemia, colesterol e afins… incluindo as taxas dos hormônios da tireóide. E o TSH que deveria estar entre 0,5 e 5 estava em 22,919 (google this).

E enquanto eu assistia Revenge online, pude testemunhar a vingança dos hormônios, que me jogaram na chon, com golpes de jiu-jitsu, sem chance de defesa. Cabelo caindo e embranquecendo aos montes, unhas quebrando, memória reduzida em 400%, metabolismo devagar-quase-parando, sono mortal 24 horas por dia… e a certeza de que somente depois de 14 dias de dosagem aumentada da Levotiroxina é que o organismo vai começar a reagir. Thanks God, só faltam dois.

2.6.13

Momento Mimimi

Tem dias, como hoje, que não sei quem sou. E não é o lance da Montanha Russa, não. É algo dentro de mim que me faz sentir ao mesmo tempo coisas completamente opostas. Tenho tanto a agradecer, tem tanta coisa boUa acontecendo, e ao mesmo tempo eu quero reclamar de outras tantas que têm me incomodado profundamente! Vontade de ficar sozinha e dormir, dormir, dormir… e de viajar, me aventurar, ver gente! Vontade de entrar numa detox firme e ao mesmo tempo comer desbragadamente. Dá pra entender? Não, né? Então me deixa reclamar, pra ver se passa.

Hoje passei o dia inteirinho sem trocar uma palavra com ninguém a não ser com Marido, que saiu de manhã e voltou no final da tarde. Então as 6 mil palavras do dia ficaram entaladas na garganta. Ou não, porque eu não tive vontade mesmo de falar com quem quer que seja.

Estou com o pé direito doendo muito, acho que machuquei ao passar a tarde/noite de sexta de salto alto, fotografando um casamento, e quis mesmo ficar quietinha ontem e hoje. Aliás, acho que gastei nesse turno de trabalho as energias da semana inteira, foi punk! Mas de toda forma, foi gostoso não trabalhar sozinha: Mirian foi minha assistente e a gente riu um bocado!

Cláudia e Leonardo 31-05-2013 Mirian 007

Quero voltar pro pilates, mas preciso reunir forças físicas, mentais e financeiras pra isso. Cada semana chega e vai embora e não consigo atingir meu objetivo. Sei que se for uma única vez eu me animo para retornar de vez. Mas…

Tenho um bocado de dinheiro pra receber, de trabalhos já realizados, e Jaquinho não colabora. Isso deve estar colaborando para o próximo mimimi:

Minha pálpebra direita está tremendo quase sem parar, já há vários dias. E estava me incomodando tannnto que na quarta-feira fui ao Dr. Oftalmo pra ver se era “algo grave”. Depois do exame de rotina, constatação de que o grau continua o mesmo e da liberação pra usar meus óculos comprados na Poundland, comentei sobre o lance da pálpebra tremendo. Ele disse que não tinha nada a ver com a área de atuação dele, e que provavelmente é estresse. Tá, então vou relaxar pra passar. Simples assim.

Mandei um artigo pra um evento de Comunicação, mas na hora de mandar o resumo esqueci das palavras-chave. Enviei novamente, mas não tive resposta se foi recebido, se  receberam a errata, se, se…

Estou travada pra escrever pros Destemps, já tem dois meses que não compareço, apesar de ter material pra escrever pelo menos quatro posts.

Tenhp trabalhado muito, mas me sinto o próprio bicho-preguiça. Estou fazendo cerca de 300 Km por semana só pra ir trabalhar, e mesmo gostando muito de dirigir, é um saco gastar tanto tempo (e dinheiro) pra ir trabalhar. E pior é que vou a Itabuna 3 ou 4 vezes por semana e nem posso passar no xops pra desanuviar as idéias.

Acho que chega de mimimi, né? Porque depois de colocar “no papel” tudo isso, os problemas de certa forma diminuem. E clareando as idéias, quem sabe se tudo isso não é só uma TPM básica???

Amanhã tenho consulta com nutricionista, com a podóloga e vou tentar uma sessão com a massoterapeuta pra começar a colocar minha vida física em ordem. Quem sabe com isso se ajeitando as outras coisas melhoram?

Boa noite… e boa sorte pra nós todos!