7.3.14

Amanhã é 8 de março

E pra mim, é o aniversário de três amigas MUITO QUERIDAS, a Geórgia, a Juliane e a Aline. Dia de ficar feliz, de agradecer a Deus pela vida delas e desejar abraçá-las, fazer festa, essas coisas.

Mas também é “Dia Internacional da Mulher”. Digo aqui, mais uma vez, que dispenso as flores, cartões, presentes e afins.

Lucidez faz bem. Quero um mundo de igualdade de gênero.

O Sakamoto colocou, numa linguagem simples [e quase chula] (penso eu que a revolta tenha sido o motivo dessa ênfase), Dez passos para combater o nosso machismo ridículo.

Acredito que fiz minha parte: criei meu filho de modo que ele encare as mulheres (de sua vida ou ao seu redor) como iguais, parceiras, companheiras e até mesmo concorrentes , diante das quais ele "vai ter que rebolar" pra mostrar que tem competência para conseguir um emprego/salário melhor. Que ele divide as tarefas domésticas (que aqui em casa ninguém gosta, mas todo mundo precisa fazer – até eu, que tenho um Marido fofo que lava os pratos na grande maioria das vezes, “para não estragar o esmalte das minhas unhas”). Que vai respeitar os “nãos” que ouvir de qualquer uma delas, pois ele não é um animal que age por instinto, mas um ser que pensa e sabe o que está/estará fazendo. E mais um tanto de atitudes que deveriam ser normais entre os seres humanos do sexo masculino.

Da mesma forma, acredito que criei minha filha com autoestima suficiente (às vezes penso que até demais) para se sentir segura ao se impor nesse mundo machista. Que se preparou profissionalmente e se valoriza como profissional criativa e competente. Que sabe que o mundo é maior do que ela imagina, mas que está aí pra ser conquistado. Que o “não” dela é “não e pronto”. Que sabe que ser feliz é algo interior, e não PRECISA de um homem para se completar, mas quando se tem a sorte de encontrar… sabe aproveitar a oportunidade. Que sabe reconhecer um homem “de verdade”, e escolheu pra companheiro de vida um desses.

Enfim, depois de ter cumprido meu papel (essencialmente feminino) de mãe-educadora, minha parte, nesse dia, prefiro em reconhecimento do meu valor como pessoa e em respeito, puro e simples.

Obrigada.

2 comentários:

Anônimo disse...

Big Bel, torçamos para que um dia já não se careça de nenhum dia para lembrar o que é de todo dia.
(A quem será que “pertencem” os outros 364? E , se o ano for bissexto, inda ganha mais um...)
Música, maestro.
http://www.youtube.com/watch?v=Asf4InKVo8k
http://www.youtube.com/watch?v=pdm-WuHgscA
Abração.

Tucha disse...

Nas diferenças somos iguais e complementares.