4.1.15

Um bom ano

Quando 2013 foi embora, a hashtag foi #2013coisado. Realmente 2013 foi complicado pra mim, mas já passou. A hashtag de entrada foi #2014gatinho. E no fim dele, eu estava achando que não havia sido tãaaao gatinho assim. Mas parei pra pensar (sim, às vezes eu paro e penso! - Outras vezes eu penso sem parar.) que é tão relativo isso de ter sido um ano bom ou ruim…

O final do ano foi difícil, por conta da saúde que desandou, do trabalho em excesso que assumi, do dinheiro que devia vir e não veio, do carro que pifou, ficou na concessionária por 29 dias e consumiu um monte de dinheiro, e de outros probleminhas menos genéricos mas não menos perturbadores. Isso tudo me fez, em alguns momentos, comentar que “2014 já vai tarde” e ainda ouvir uma bronquinha discreta de Jady, dizendo: “pense direitinho, não foi tão ruim assim…”.

Não foi, mesmo.

Apesar do final complicado, 2014 me trouxe experiências incríveis, tanto de obrigações quanto de prazeres. Só pensar nas viagens que fizemos, me traz um sorriso bobo no rosto.

Prestenção que entre abril e maio não teve UM post neste blog! E lembro de que Saramago disse, em A Viagem do Elefante: “estes quinze dias, duas semanas de felicidade autêntica, e, portanto, sem história.” E foi desse jeito, mesmo! Só que no caso, 30 dias, entre 15 de abril e 15 de maio. Três blocos de nove dias: Califórnia com a família, México e NY, e um final de semana em Orlando fizeram nossos aniversários inesquecíveis! E só pra não “perder” esse tempo na memória, registro aqui um tiquinho do que foi essa viagem de sonho.

Encontrar os sobrinhos (e sobrinhos-netos) de Marido, sentir a experiência de FAMÍLIA em outro país, tão longe e nos fazendo tão próximos… foi daquelas coisas que deixam sem palavras. Não dá mesmo pra descrever, Saramago estava certíssimo. Ver a neve de verdade pela primeira vez em Lake Tahoe, fazer compras de marcas famosas a um preço ridículo (e descobrir meu lado consumista), visitar Alcatraz, ver os leões Marinhos no Pier 39, andar de bicicleta no Golden Gate Park, comer carangejo gigante,  fotografar cenários inesquecíveis como o letreiro de Hollywood e a Calçada da Fama (e tirar foto com Wolverine e Darth Vader), entre outras tantas experiências novas, me fizeram amar a Califórnia.

O México foi mágico – trocadilho infame. Respirar arte, imergir no mundo de Frida e Diego Rivera, voar de balão, comemorar aniversário de Marido com 8 desconhecidos com bolo Floresta Negra e Champagne,  ver os sítios arqueológicos do alto e depois caminhar por eles e subir as pirâmides do sol e da lua, procurar loucamente a Cabeça Colossal no Museu da Antropologia, ver os Pandas (e os micos brasileiros  - e sul-bahianos) no Zoo, as deliciosas exposições fotográficas, até o show de Pocoyó (não, não assistimos, mas virou piada interna) me faz ter certeza de que valeu demais e precisamos voltar.

O pit-stop em Orlando não foi turístico. Foi pra recuperar um abraço que fazia falta há 28 anos, pra colocar em dia conversas que e-mail nenhum repõe. Mas terminou sendo turístico também, com ida a Downtown Disney – AMEI! – e studios Universal, com direito a uma Portofino igualzinha à original e muita, mas muuuita comida gostosa me disseram que foi a coisa mais acertada dessa vida ter ido lá, mesmo com todo o meu preconceito quanto a “ir à Disney”. Luza, Amiga, que delícia foi ter estado com você e me alimentado de carinho para o resto do ano!!!

O terceiro e último bloco foi Nova York. Ah, que sonho!!! Meu aniversário comemorado duas vezes – assistindo Cinderella na Broadway e Il Puritani na Metropolitan Opera, abraçar a Márcia – o Flávio e o Logan , O LOGAN!!! – quase morrer de pânico na B&H Photo, o encantamento de uma manhã de sol no Central Park, a surpresa da visita guiada ao Madison Square Gaden, ver NY do Top of The Rock e não ver do Empire State (por causa das nuvens),  todas as músicas no metrô, Times Square de madrugada, tulipas na manhã do aniversário… New York, New York!!!

Fora que esta ficou conhecida como “a viagem do beijo”, entendedores entenderão. ;)

Como se não bastasse, em setembro mais um país integrou a nossa lista, e de maneira permanente: Chi Chi Chi Le Le Le, viva Chile!  E viva Neruda, que junto com Jorge Amado vai ser objeto de estudos futuros! Fiquei encantada com as duas casas de Neruda: La Chascona em Santiago e La Sebastiana em Valparaíso. Ainda precisamos voltar, pois falta a Casa de Isla Negra! Subir o Cerro San Cristóbal até o Santuário de la Virgen, namorar no Cerro Santa Lucia, comer, comer, comer muito e comer bem, virar 60 curvas na Cordilheira dos Andes e não ter neve em Farellones, os cahorros de rua bem alimentados e com roupinhas, ver os vinhedos, lhamas e galinhas da angola, tomar Mote con Huesillos (argh, muito doce!), comer centolla (um assalto consentido!) e risoto de camarões ecuatorianos me dizem que um dia vou morar em Santiago! Quem viver, verá!!!

Além dessas duas grandes viagens, ainda teve, no começo de setembro, o encontro das #ComadresEmSSA! Novamente, sem palavras. Quatro dias sem preocupações, e com #muitoamorenvolvido além de muita comida, claro! Jady e Vivi vieram de Campina Grande, e Marta e Flávia nos receberam em Salvador. Nós cinco arrebentamos a capitá… :D

Deve ter tido mais alguma viagem, mas não estou lembrando agora. :p

No trabalho, o ano foi um tantinho desgastante, porque a Copa atrapalhou o primeiro semestre, e o PRONATEC atrapalhou o segundo, mas entre mortos e feridos, salvaram-se todos os meus alunos. Daqui pra frente, tudo vai ser diferente… sem Copa e sem PRONATEC, 2015 promete, especialmente com respeito ao Grupo de Pesquisa, que foi outra coisa boa que começou em 2014.

Fotografei um bocado, não tanto quanto gostaria, mas ainda assim, foi legal. Comprei duas câmeras novas, uma Mirrorless Fuji e uma Superzoom Sony e vi morrer minha lente 18-135mm, que vai pro médico pra ver se ressuscita. O studio fotográfico começou a funcionar em janeiro, e foi meio-completamente sub utilizado, mas mesmo com pouco uso, foi uma boa experiência, que espero aprofundar.

Enfim, começo 2015 com uma réplica da tosse que me acompanhou na virada de 2013 ora 2014, numa intensidade um pouco menor. Alguns quilos a mais,  taxas hormonais desreguladas (mas colesterol e triglicerídeos OK),  cabelo menos preto com reflexos vermelhos, e quase fazendo cinquenta anos. Ah, se bem me lembro, isso indica que este blog vai completar dez anos em 2015, já que quando comecei eu tinha acabado de fazer quarenta!

Com isso, encerro este post de memórias de um ano, que no final das contas, foi um ano bom, mesmo que para chegar a essa conclusão eu tenha precisado parar, pensar e escrever sobre ele. Sorry pela falta de fotos, estou usando o notebook novo, e não tem foto nenhuma nele.

Um comentário:

Carla Ceres disse...

Bom, o meu 2014 já foi tarde mesmo, Bel. Mas teve coisas legais. Acompanhei as viagens de vocês e isso me ajudou a ver o lado bonito da vida. Foi como se eu ficasse na pontinha dos pés e olhasse pra fora do buraco. Valeu! Obrigada por serem minhas asas quando eu nem podia pensar em voar! Feliz 2015!