1.3.15

Comfort Food

Pra variar, estou enxaquecada há uns dias (num grau que já perdi a conta de quando foi que começou!). Isso significa que estou com intolerância à claridade, enjoos de grávida, falta de apetite, e “aquela” dor de cabeça miserenta. Digo que não sei dizer os dias de sofrimento com precisão, porque tive algumas pausas, especialmente quando fui fotografar Bia (depois coloco o link do post que vou fazer no meu site profissional).

Mas, enfim,  nesses dias em que estou assim mal, a comida é algo interessante para ser observado.

Em alguns momentos, como porque “preciso comer”, e vem a sensação de que a dor de cabeça é “de fome” e o enjoo é “de estômago vazio”. Mas como, e nada acontece: não vão embora nem a dor nem o enjoo.

Em outros momentos, olho pra comida e simplesmente “não desce”, e vem a sensação de que “se entrar, vai voltar”.

Mas o bom é que algumas vezes a comida é um alento, mesmo que n]ao seja “remédio”. Foi assim com uma sopinha de feijão que Marido fez ontem [ele está ficando expert nessa sopinha, com base no feijão de Célia]. Não estava com vontade de comer NADA, mas ele fez  sopa e até serviu meu prato… segurei a colher meio que por obrigação, na intenção de provar e já dizer que não rolava, que se insistisse eu iria vomitar.

E eis que… à primeira colherada veio uma sensação de aconchego e acolhimento! Tomei a sopinha toda, com um sentido de gratidão vindo lá do íntimo. Imediatamente me veio à mente a expressão “comfort food”. Já devo ter lido sobre isso, mas não lembrava exatamente onde nem o que significava exatamente, mas tive certeza de que aquela sopinha era um exemplo disso.

Mais tarde, antes de dormir, ainda com muita dor de cabeça, achei que tomar um café com leite poderia ajudar, já que às vezes a enxaqueca vem por privação de cafeína. Pois no primeiro gole de cafe… a mesma sensação de conforto! A dor não passou, mas  a sensação boa me deixou “melhor”.

Dormi pouco e mal, acordei cedo, ainda com dor e enjoo, e com um tipo de torcicolo… Nada está tão ruim que não possa piorar, certo? [Que fique claro que tomei analgésicos, relaxante muscular, até um tarja preta sublingual – me julguem – e nada resolveu]. Sabia que precisava tomar CAFÉ, mas só olhar pra garrafa térmica me aumentava o enjoo. Abri a geladeira e vi dois abacates [pequenos] que Célia trouxe e eu havia esquecido. Meio sem acreditar que ia conseguir, parti, coloquei num pratinho de sopa, espremi uma banda de limão e salpiquei uma colher de açúcar por cima.

A sensação foi indescritível!!! O abacate descia deslizando, não sei se o fato de não precisar colocar força pra mastigar ajudou, mas foi novamente a mesma sensação de acolhimento! Tanto que PRECISEI vir aqui registrar. Agora vou aproveitar a manhã chuvosa de domingo pra voltar pra cama e tentar dormir o que faltou na noite!

Um comentário:

Carla Ceres disse...

Ô, Belzinha! Eu estava aqui toda contente porque você anda numa ótima, remando, fazendo acrobacia, tirando fotos magníficas. Nem pensei que pudesse estar com tanta dor. Ainda bem que o Carlos está aí, sempre do seu lado, dando uma força. Você merece todo o carinho do mundo. Faça o possível pra melhorar e descobrir o que te faz mal. Só não deixe de comer. Dê preferência às comfort foods. Eu não as conhecia pelo nome, mas sempre soube que existiam e faziam maravilhas. Beijos!