5.10.16

Blerhg!

~Daqueles posts que a gente nunca quer escrever, mas vêm brotando pelos dedos, já que a boca não pode falar.~

Este é daqueles posts difíceis, mesmo. Que talvez não devesse ser escrito, ou pelo menos, não devesse ser um post, mas um e-mail, daqueles para o circulo mais restrito de amigos, os que recebem as boas e más notícias quando chegam e não podem ser expostas pra qualquer um. Mas hoje comecei aqui, pra testar mais uma vez meu poder de escrever nas entrelinhas. Não sei se vou conseguir. Se daqui pro final não rolar, o post vira um e-mail e fim.

Estou muito chateada hoje. Chateada, além de cansada, estressada, doente, triste,  sozinha, tensa, cheia de dores. Mas as dores que doem mais não são físicas. São no coração. Doem de quase matar.

Dói muito, mas MUITO mesmo, me sentir desconsiderada, ignorada, desprezada, e pior, incompreendida. E por alguém de quem não esperava esse tipo de atitude. Tudo bem, já recebo de volta: a culpa é minha, das expectativas que gerei, por isso me dói tanto. Mas, puta merda! Chega de me culpar por tudo. Não tenho culpa, não. Ultimamente está virando moda o revertério das queixas: Quando questiono algo, a culpa é sempre minha.  Quando pergunto qual o problema, a resposta é "nenhum", ou "é fase, vai passar".

Cansa, sabia? Cansa, cansa, cansa e chega a hora em que a gente desiste.

Desiste de lutar, desiste de aguentar, e mesmo desiste de esperar que algo mude, que a fase passe ou que a pessoa se toque, ligue o desconfiômetro ou tome uma dose de Simancol.

A gente cansa de procurar soluções para um problema que só a gente enxerga, e aos olhos do outro nem existe (???). Como ter sucesso assim?

Necessidades não satisfeitas (e falo de necessidades, não de desejos) deixam o corpo, a mente e a alma, não necessariamente nesta ordem, em frangalhos. Pequenos pedaços de tecido desfiado, que à primeira vista já não aceitam mais uma costura, mais um remendo. Quem sabe uma costureira daquelas antigas, cheias de truques, poderia dar um jeitinho... com aquela agulha extra fina, catando fio por fio, como numa bainha aberta... Mas está difícil encontrar uma profissional assim, e essa não sou eu, apesar de minhas boas habilidades nos trabalhos com agulha e linha.

Só tenho vontade de catar os frangalhos e colocar num saco de papel (pra não ficar nem uma pontinha solta por aí) e jogar no lixo. E pegar o saco de lixo e levar logo pra porta da rua, pra não acontecer de o caminhão passar e não levar.

Mas essa vontade meio que passa, quando penso que esses frangalhos e fiapos, no fim das contas, sou eu. São pedaços de mim, e de minha vida, minha história, meus sentimentos, meus pensamentos. E aí volto para o pior ponto de qualquer situação: a indefinição.

Que merda!!!


 


4 comentários:

Anônimo disse...

Esperemos que o destinatário leia a postagem.
Quanto a mim, só me resta amistosa solidariedade – seja lá no que for - e o recurso semiótico “?????????”.

Elaine Gaspareto disse...

Sabe?
Esse texto é meu.
Todinho.
Sério.
Devolva-me porque é meu rsrsrsrs

Bel, mesmo sem saber a causa e a razão, entendo porque sinto exatamente isso, nesse exato momento.
E não, não passa a dor... a gente é que vai se conformando à ela...
E não há nada pior do que se conformar ao que não presta...
Né?

beijossss

Bel disse...

Leva, amiga! Tá aí pra isso mesmo!!!
E leva meu abraço também... ❤

Talita Gama disse...

Sinta meu abracinho cheio de amor Belzinha, tudo passa!