25.12.16

Diarinho

No finalzinho do dia de Natal, recapitulando as últimas 72 horas:

Voltei 5 casas no ano do carro, mas andei três pra frente: 1.6, automático e com som. E descobri porque o nome dele é Space Fox.  😉

  
A pessoa aqui é  compacta, quando se trata de bagagem. Mesmo que o Marido diga o contrário. 

Abracei meus pais com um sentimento novo de cuidado em paz. Depois de um ano conturbado e difícil,  eles estão estáveis e felizes.  E daí que seja necessário  auxílio químico para essa felicidade? O importante é olhar naqueles olhos (pretos e azuis) e perceber  que eles brilham quando olham pra mim.

Não falei nem troquei mensagens com meus filhos.

A #missãoignorarnatal  foi concluída com sucesso.

Encontrei um flat no Booking.com com avaliação 9,3 (que correspondia fielmente à  realidade) e cabia com folga no nosso orçamento.  Uma única diária fez o efeito de uma semana no quesito relaxar.



Esperei o sol se por num lugar lindo e na última hora nuvens atrapalharam o espetáculo do Astro Rei, mas um flautista tocando Chico, Djavan e Caetano salvou o momento.



Fotografei  gentes de todo tipo (que esperava o por do sol como eu), e fabriquei histórias sobre cada uma delas na minha mente fértil e louca. Uma hora dessas eu conto.

Preparei a melhor ceia de não natal da vida, com 40 dinheiros (ou golpes, como queiram) e em menos de dois minutos.  Dormi antes das 22h pela primeira vez em muitos meses (ou anos).


Vi um lado novo de Itacaré,  "entre o mar e a mata". E adorei.

Remei,  me impus diante de machos que não apostavam na minha experiência no stand up paddle e ainda realizei um salvamento no mar. Tudo devidamente documentado por Marido, que não me deixa mentir.


Relaxei no meio do mar, me joguei pra fora da prancha onde não dava pé,  só pra me sentir livre e dona de meu destino. Enxerguei um pouco mais de mim por dentro e por fora nessa meia hora de remada.


Mais uma vez identifiquei a sensação de liberdade enquanto me vejo sozinha na prancha como a segunda melhor da vida. Só perde para o salto de paraquedas. O mergulho vem depois. Claro que o orgasmo não entra nessa lista porque está numa categoria exclusiva. Comer comida de dendê  e dormir fora de hora estão numa outra categoria, e também aconteceram hoje.


Fotografar continua sendo a melhor coisa do mundo. Ainda numa outra categoria própria.  [Acho que sou a pessoa com mais melhores coisas do mundo que existe.]



Marido e eu sopram os juntos uma flor de dente-de-leão,  fazendo um pedido. Eu devia ter pedido pra minhas pernas não doerem...



Estou tão cansada que não consigo dormir. Mas também não consigo pegar o notebook e ilustrar este post. Vai uma única foto, que já estava no celular. Depois, quem sabe não coloco outras?    Pronto, post devidamente ilustrado.



 

2 comentários:

Tucha disse...

Natal tem que ser leve, livre e solto... O meu foi em família com o filhote primeiro e depois com irmã, sobrinhos, sobrinhas netas ....

Aline Monteiro disse...

Que texto gostoso, Bel! Que leveza!
Bjo!