14.1.17

Da memória

"Minha vida se faz ao ser contada e minha memória se fixa com a escrita; o que não ponho em palavras, no papel, o tempo apaga."ALLENDE, Isabel. Paula. 1994.
Cada vez mais tenho certeza disso. E por isso escrevo... por isso fotografo e coloco legendas... ainda que tenham significado apenas para mim. 

Gosto da permanência das coisas na memória. Talvez seja por isso que não me encantei pelo Snapchat e nem pelo Stories do Instagram. 

Qual o sentido em compartilhar algo que tem um prazo de validade tão curto? Se é pra mostrar, mostro de forma que possa retornar ali quantas vezes desejar.

Minha vida registrada online serve para me trazer recordações, para me dar motivos de sorrir ou chorar, mas sobretudo para provar que vivi. Aqui no blog e no Instagram mais do que no facebook, onde um algorítmo louco mistura e esconde as postagens, serve para eu me reconhecer e me reinventar a partir do que já fui.


Tentando descobrir que rumo tomar na vida. (Praia de Sibauma-Pipa RN, nov/16)

3 comentários:

Anônimo disse...

“um algoritmo louco”
O pobrezinho só está tentando hierarquizar seus gostos.
Ele só quer ajudar.
Mal-agradecida.
...
“serve para eu me reconhecer e me reinventar a partir do que já fui”
Merece reflexão.
Anabel, o que teria de tão diferente de um álbum de fotografias acompanhando um diário?

Bel disse...

Não é uma questão de "ser diferente". É fazer do álbum de fotografias o próprio diário. Muita coisa eu só guardo na memória porque vejo fotos. ;)

Anônimo disse...

Uma imagem é mais afetivamente evocativa que mil palavras...
Pode ser.