11.2.17

Corsário

Das canções que mais refletem minha essência. João Bosco podia estar pensando em qualquer coisa (sim, eu sei que estava), mas eu  assino a letra usando o sentido literal. Meu coração tropical está banhado de neve... vou partir a geleira azul da solidão, e buscar a mão do mar, me arrastar até o mar, procurar o mar!
Meu coração tropical está coberto de neve, mas
Ferve em seu cofre gelado
E à voz vibra e a mão escreve "mar".
Bendita lâmina grave, que fere a parede e traz
As febres loucas e breves
Que mancham o silêncio e o cais.
Roseirais, Nova Granada de Espanha...
Por você, eu, teu corsário preso,
Vou partir a geleira azul da solidão
E buscar a mão do mar.
Me arrastar até o mar, procurar o mar!

Mesmo que eu mande em garrafas
Mensagens por todo o mar,
Meu coração tropical partirá esse gelo, e irá
Com as garrafas de náufragos
E as rosas partindo o ar...
Nova Granada de Espanha
E as rosas partindo o ar...
Não sei o que está acontecendo comigo, em mim... mas a necessidade de "realizar" o verão, o sol, o calor, está sendo IMENSA. E não se concretiza. É como se estivesse presa numa fenda do tempo, em que eu estou aqui, mas meu Eu não está. Estou ausente dessa realidade em que vivo, desde o dia do acidente na estrada, quando entrei em estado de choque. É complicado explicar, é complicado falar disso, é mais complicado ainda entender. Recomecei a terapia [com um psicanalista sei lá de que corrente], por conta disso. Mas a coisa não está fluindo no sentido de resolver esse problema que eu enxergo. Ele tem tocado em outros aspectos da vida, tem sido bom, mas... queria mesmo era resolver esse cumbulus nimbus que está me prendendo e não deixa o sol entrar.

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