2.2.17

Dias estranhos...

Se for olhar "no detalhe"... algo está errado. Porque dias de verão não deveriam ser pesados. O verão nasceu pra ser leve, solto, e em paz. Mas não está sendo. São tantas ausências e tantos desencontros, que, definitivamente, dentro de mim, não é verão. As cores, o sol, o vento fresco... não estão "funcionando" para aliviar meu coração.

É aquela velha aflição no peito, aquele sono difícil (à noite), aquela angústia inexplicável... que no fundo, no fundo, eu deveria saber o motivo, mas não sei. Ou insisto em não saber.

Queria pensar que esses dias estranhos não são reais, são só um pesadelo. Que as notícias ruins vindas de todos os lados, de perto e de longe, que mexem comigo, com os meus, cazamigas, com o país e com o mundo sejam somente o roteiro de um filme mal escrito. Mas, infelizmente, estou acordada, o país está em crise, o mundo está ao contrário e ninguém reparou, tem gente morrendo, perdendo o emprego, adoecendo, casais se separando,  falência em todos os sentidos, tá f@$%.

Não me animo em fazer planos, menos ainda em sonhar. Viver cada dia tem sido uma vitória. E sinto falta de mim. Daquela que viajava em todos os sentidos da palavra. Daquela que ria mais, que achava graça em coisas simples e não tinha uma sombra no olhar. Daquela que se fotografava e gostava do resultado. Não gosto de ficar analisando o sorriso da foto e pensar: "tá na cara, pra todo mundo ver, que esse sorriso é fake", mesmo que os outros, tão ligados em si mesmos, não façam ideia de que é fake mesmo.

Aí no meio desse reboliço que inclui implantes dentários (que doem na boca e no bolso), bem uma brisa suave em forma de corte de cabelo nas mãos de uma amiga querida que não encontrava há anos.

Obrigada, Daneth,  por alterar o estado  do meu exterior e do meu interior também!


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