6.9.17

Je ne regrette rien


 
Essa é  minha música, sempre (uma das). 

"Num ciclo sem fim, que nos guiará à dor e à emoção, pela fé e o amor..."  (outra das de sempre).

A gente faz escolhas, acha que fez merda, descobre que não foi tão fedida assim, fica feliz, aceita, não se arrepende, faz novas escolhas, faz coisa certa, descobre que não foi tão bonita assim, fica triste mas não se arrepende, faz novas escolhas, não sabe categorizar, descobre que... OPS, tem coisas que a gente nunca descobre, não  entende o que sente mas não se arrepende, faz novas escolhas... enfim... Vive!!!

Penso que nunca vou ser das pessoas que entram no "modo automático", fazem coisas só porque fazem, porque sempre fizeram. Minha vida tem tudo, menos rotina e monotonia. Tem até planos, mas sempre alteráveis. 

Outro dia li algo sobre "não deixe morrer a criança dentro de você, aquela que não gosta de rotina..." Não concordo que  criança não gosta de rotina. Pelo contrário. Na infância, no início da vida, o bebê precisa de rotina, sim,  para ter segurança, pra saber (ou sentir) que a mamãe vai estar ali quando ele acordar, que ele pode confiar. 

Quando a gente amadurece... aí, sim, percebe (ou sente) que não precisa estar o tempo todo com os pés no chão, que é gostoso voar de asa delta ou saltar de paraquedas, que é delicioso mergulhar no mar azul e calmo, mas também é fantástico sentir o vento louco trazendo os pingos grossos da chuva de verão para o rosto. Que remar numa prancha de stand up paddle dá uma sensação de êxtase ao se ver no meio da baía (ou em mar aberto mesmo) sabendo que não tem âncora, que precisa botar força nos braços (e nas pernas) pra voltar contra a correnteza, depois de ter ido lonnnge seguindo o vento e  a maré.  

Resumindo: é fantástico amadurecer.

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