19.12.17

Silêncio forçado?

Duas postagens em menos de 24... um recorde , nos últimos anos. Mas o post de hoje é daqueles vômitos de jato, que não podem esperar nem mais um momento.

Estou decepcionada. Mas não é com ninguém não, é comigo mesma. Que porra de mulher de merda eu sou? Cadê aquela que se acha retada, que não come nada de ninguém, que enfrenta o que vier, com ou sem medo?

Pois é, essa mulher anda perdida por aí... Não uma nem duas (e nem dez) vezes me peguei calando para evitar conflitos. Me peguei silenciando, quando tinha uma carga enorme a pesar nos ombros e continuei ali, quieta, com o peso a me dobrar as costas, em benefício do [que eu pensava ser] o bem estar do outro.

A mulher que empodera outras tantas se cala ao se ver constrangida, injustiçada e sem voz. A garganta sufoca, as palavras não saem, e como eu queria me reencontrar, ter forças para dar um chute no pau da barraca, e não ficar aceitando ameaças [que ao fim percebo serem] vazias, de ninguém.

O último terapeuta me alertou: Por que eu fujo dos problemas? Por que não encaro as lutas de frente? Por que as minhas grandes decisões são sempre em favor de outra pessoa, ignorando a mim mesma?

Não sei responder esses porquês. Sei que estou doída e machucada, e não fiz nada a respeito.

E o mais triste é que o dia de ontem foi lindo, a noite foi boa, com sonhos bons, acordei bem... e de uma hora pra outra o jogo vira e passo o dia inteiro sem produzir nada, sem fazer o que havia planejado,  e a pessoa que me impingiu todo esse sofrimento, que explodiu essa bomba em mim, está leve e feliz, flanando, como se não me tivesse causado dano algum.

O que posso dizer no momento, é que estou com muita raiva. E não é de mim. Para mim, agora reservo colo e afeto. Carinho e cuidado com meu coração. Reconhecimento de que sou  quem mais importa agora. E que devo ser sempre quem mais importa. Que mereço paz e tranquilidade, que o céu azul lá fora está me chamando, e que não vale a pena tomar um remédio e me esconder embaixo de um lençol e dormir.

Imagens para me lembrar de quem eu sou. 








Nenhum comentário: