30.6.18

Chorei.

Das coisas que não estavam combinando comigo... é que não estava conseguindo chorar. Talvez culpa da dona sertralina, talvez alguma razão que jamais entenderei... o fato é que as lágrimas se recusavam a sair dos olhos, apesar de o reservatório estar completamente cheio.

Hoje ele transbordou, e finalmente consegui desaguar.

Papai não está bem... o coração batendo pouco e fraquinho... E eu em estado de alerta constante.
Sei lá quantos dias sem conseguir dormir mais de 1h seguida. Passando as noites em "cochilos", acordando mil vezes e olhando na câmera, como estão as coisas lá embaixo.


Cada dia traz a promessa de que "pode acontecer tudo, inclusive nada"... e essa instabilidade me mata. Já perdi a conta de quantas reanimações precisamos fazer... e não temos explicações para as alternâncias entre estado de absoluta lucidez e consciência, com ausência e apatia ou surto total.

Como diria Kátia Cega, "não está sendo fácil". E o que mais me pesa é a "solidão de filha única", que implica em responsabilidade total nas decisões, nos cuidados, na administração financeira, na administração da casa e da "empresa" que conta com 7 "funcionários" fixos, além dos flutuantes.

Pra completar, exatamente nesse período, vieram à tona necessidades urgentes de conservação  da nossa casa. Porta da frente e portão da garagem, (incluindo a parte eletrônica de ambos) infiltrações de água da chuva (que não está dando trégua), limpeza da área do fundo (uma verdadeira mata atlântica)... Eu realmente estou me surpreendendo com  o fato de estar conseguindo dar conta de resolver (meiabocamente) esses pepinos. Nunca fui boa de lidar com certas categorias profissionais, como pedreiros, mecânicos e afins. Nessa hora o mulherão fica murchinho... E me dá vontade de contratar um  "marido de aluguel", pra resolver essas coisas. Mas estou levando. Se estou fazendo bons negócios, em termos financeiros... não quero nem investigar. Só sei que estou tentando.

Ontem tive uma sessão de cinesiologia, que foi determinante para o meu equilíbrio físico e emocional. Certamente, por bondade de Deus, me preparando para o dia de hoje. Eita sexta-feirazinha punk, viu? Passei o dia ao lado da cama dele, achando que se saísse perderia a despedida final. Mas ainda não foi hoje. E meu coração continua dividido... sem saber o que é melhor, pra ele, pra minha mãe, pra nós, pra mim... e apesar de  tudo o que vi e vivi, ainda comprei pacotes de fralda, barbeador e remédios suficientes para um mês.

E segue o baile.



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