Eu

SUBJETIVAMENTE
Sempre me julguei feliz. Abençoada, sortuda, como queiram chamar. Nunca fui de reclamar da vida, embora nem sempre a vida tivesse sido generosa comigo.

Vivi todas as fases da vida intensamente. Fui criança moleca, na rua… adolescente com fases de hippie, rebelde e “santa”.

Namorei… não muito, mas o suficiente. Casei relativamente cedo, apaixonada e realizada.

Fui mãe coruja, babona e amiga.

Se olhasse em volta, raramente estava sozinha. Fui decepcionada, muitas vezes, mas não perdi a fé na amizade. Nem no amor. Passei por “poucas e boas” em matéria de doenças, mas devo ser incluída na lista dos “vasos ruins”… porque sobrevivi a todas elas.

Sofri, chorei, descasei, quase pirei… mas não deixei a peteca cair, nem desci do salto. E nem fiquei amarga.

O tempo passou, e fui descobrindo que a vida ainda tinha presentes pra me dar.


Sem me empolgar demais (?) fui deixando um novo amor acontecer… e enxergando que o lado amargo da vida só fez aguçar o paladar para a doçura que viria a seguir.


Não tenho medo do futuro. Nem nego ou rejeito o passado. Mas estou concentrada no presente.

Continuo me considerando abençoada, por poder viver essa felicidade madura e calma.

Vou vivendo um dia de cada vez, deixando que os planos sejam desenhados sem pressa. Com os pés no chão e a cabeça nas nuvens, sei que não adianta teorizar nem poetizar sobre a vida. É preciso viver.

OBJETIVAMENTE…

Baianíssima, fotógrafa, Mestre em Cultura e Turismo, filha única, casada e apaixonada, mãe de dois, evangélica, professora universitária, DDA, notívaga e beijoqueira. Não necessariamente nessa ordem.